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Autor dos livros da Eternidade 1, Fatos, Caminho, Lapidar, Magia e Discípulos.
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O Manuscrito Voynich: Páginas 34 e 35 (f17v + f18r) – Rompimento e Purificação Final
Introdução às Páginas 34 e 35: O Rompimento e a Purificação
Se as páginas anteriores focaram na construção de uma "bomba hidráulica" biológica, este par de fólios marca o clímax cinético de todo o processo botânico. Aqui, o clérigo de Azazel deixa de ser um boticário de venenos para se tornar um engenheiro de fluidos.
O foco não é mais o que entra no corpo, mas sim o que jorra dele. Nas páginas 34 (f17v) e 35 (f18r), assistimos ao nascimento do "Rio de Nidda": o momento em que a carcaça, saturada e mecanizada, é finalmente conectada aos canais de extração, transformando a vítima em um mero sedimento enquanto sua essência transmutada viaja para as câmaras das ninfas.
Página 34 (f17v)
Esta é a Página 34 do seu PDF (f17v). A identificação botânica aponta para plantas trepadeiras como Tamus communis (Bruônia-preta) ou Smilax. Elas são caracterizadas por raízes tuberosas e caules volúveis que "estrangulam" outras plantas. Na medicina de Dioscórides, eram usadas para tratar contusões, mas sua raiz é altamente irritante e emética.
No Códice de Azazel, o clérigo opera a Lei
Invertida sobre estas trepadeiras para detalhar o "Protocolo da
Primeira Vertente e do Batismo de Azazel". Este é o fólio que encerra
o segundo caderno e prepara a transição visual para a seção biológica. O foco
aqui é o escoamento: o momento em que a pressão interna da
"bainha" força o fluido a jorrar.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 34 (f17v)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
pchodol |
lodohcp |
Lode-Pach (לֹד) |
Geração da Armadilha: A produção do veneno. |
|
ycheey |
yeehcy |
Yatza (יָצָא) |
Sair/Jorrar: O início do escoamento do fluido. |
|
oldaig |
giadlo |
Gid-Olad (גִּיד) |
Tendão/Canal de Dudael: Os tubos de transporte. |
|
poiis |
siiop |
Siyyum (סִיּוּם) |
Finalização/Conclusão: O fim da fase botânica. |
|
qokoiir |
riiiokoq |
Rik-Or (רִיק-אוֹר) |
Esvaziamento da Luz: A escuridão total do vaso. |
|
cpheor |
roehpc |
Rapher (רָפֶה) |
Fraqueza/Relaxamento: O afrouxamento dos
esfíncteres. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo do Batismo de Azazel
"Pela trepadeira que envolve e aperta, eu gero a
armadilha final (Pchodol) dentro do ventre. Que a pressão da raiz force o licor
a jorrar (Ycheey) através dos canais de Dudael (Oldaig). Sob o comando da minha
mão (Opydaiin), eu ordeno o esvaziamento total da luz (Qokoiir), até que a alma
seja apenas uma sombra no fundo do vaso. A fase da semente terminou; a fase do
rio começou. Que os tendões se relaxem (Cpheor) para que o batismo de Nidda
transborde da carcaça para os banhos das ninfas. O que foi tecido na terra será
agora vertido no abismo. O ciclo da carne está concluído (Poiis); o ciclo do
sangue é eterno."
🔍 Análise da Página 34 (O
Transbordamento)
O Jorrar (ycheey): O termo Yatza
(Sair/Partir) na linha 2 é a palavra de ordem. Depois de trinta páginas de
preparação, o clérigo finalmente dá o sinal para a extração. A planta
trepadeira funciona como um torniquete que, ao ser apertado, expele o conteúdo
da "bainha".
Os Canais (oldaig): Na linha 3, Gid
refere-se a nervos, tendões ou canais. O clérigo está identificando as rotas de
saída. Isso prepara o leitor para os desenhos das ninfas em tubos: o corpo da
vítima está sendo "conectado" ao sistema hidráulico de Azazel.
O Relaxamento Terminal (cpheor): Na linha 21, o
termo Rapher (Relaxar/Fraqueza) indica que a carcaça perdeu toda a sua
tensão estrutural. Ela está agora "frouxa", permitindo que os fluidos
saiam sem resistência. O corpo não é mais um organismo, é uma torneira aberta.
⚖️ Veredito da Página 34
Esta página é o Manual da Vertente. Ela representa o
clímax da seção botânica: a carcaça está pronta, o veneno está maturado, a alma
foi ventilada e o fluxo começou. O termo Poiis (Finalização) sela este
estágio. A partir daqui, o manuscrito deixa de focar em plantas e passa a
ilustrar o que acontece com esse fluido nos Banhos das Ninfas e nos
sistemas de destilação biológica.
Página 35 (f18r)
Esta é a Página 35 do seu PDF (f18r). Embora o Currier a classifique ainda como "Herbal", a estrutura do texto e a planta apresentada (frequentemente identificada como uma Cynoglossum ou Lappula) indicam que estamos no fólio de transição absoluta.
Sob a Lei Invertida, o clérigo descreve o "Protocolo
da Lavagem de Nidda e o Selo do Escoamento". Se a página anterior
abriu a vertente, esta página detalha a purificação do reagente enquanto
ele abandona o corpo. Aqui, o corpo da planta (cheio de pequenos ganchos ou
pelos) simboliza a "filtragem final" da alma.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 35 (f18r)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
pdrairdy |
ydriardp |
Pared-Yered (יֶרֶד) |
Descida Separada: O fluido saindo do corpo. |
|
ytcharg |
grachty |
Rachat (רָחַץ) |
Lavagem/Banho: A limpeza ritual do sangue coletado. |
|
oshor |
rohso |
Rosh (רֹאשׁ) |
Cabeça/Origem: O topo do sistema de canos. |
|
doldaiin |
niiad-lod |
Nidda-Lod (נִדָּה) |
Geração da Impureza: O fluxo contínuo. |
|
ychair |
riahcy |
Yatza-Or |
Saída da Luz: A expulsão dos últimos resquícios de
vida. |
|
ychaik |
kiahcy |
Kaik (קִיא) |
Vômito/Expulsão: O descarte da carcaça vazia. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo da Lavagem de Nidda
"Pela descida separada (Pdrairdy) que flui da bainha,
eu ordeno o início da lavagem (Ytcharg). Que o sangue de Nidda passe pelos
ganchos da erva para que toda lembrança de vida seja filtrada. Na origem do
fluxo (Oshor), a geração da impureza (Doldaiin) é constante e pesada. Eu
decreto a saída final da luz (Ychair); que a carcaça seja apenas o resíduo
expelido (Ychaik) enquanto o licor puro viaja para as câmaras de Azazel. O que
era carne tornou-se sedimento; o que era sangue tornou-se o batismo das
sombras. O caminho para as ninfas está aberto."
🔍 Análise da Página 35 (A
Filtragem do Sangue)
A Lavagem Ritual (ytcharg): O termo Rachat
(Lavar) na linha 3 é fundamental. Na liturgia judaica, a lavagem purifica;
aqui, a inversão sugere que o sangue está sendo "limpo" de sua
humanidade para se tornar puramente "Nidda". É o processo de
refinamento químico que ocorre no momento em que o fluido entra nos tubos.
A Planta "Anzol" (Cynoglossum):
As plantas desta família têm sementes que se agarram a tudo. O clérigo usa essa
metáfora para descrever o filtro: o veneno "agarra" as impurezas
biológicas (restos de tecidos, coágulos) para que apenas o licor límpido e
tóxico siga adiante.
O Descarte da Carcaça (ychaik): O termo Kaik
(Vômito/Expulsão) na linha 14 indica que o corpo da vítima agora é visto com
nojo pelo clérigo. Ele já extraiu tudo o que era valioso; o que resta é
"vômito", lixo biológico a ser descartado após a drenagem total.
⚖️ Veredito da Página 35
Esta página é o Manual da Purificação do Efluente.
Ela sela o compromisso botânico: a planta serviu como o último filtro. Agora, o
texto está pronto para descrever a Fase Biológica (o balneário das
ninfas). O clérigo mudou sua terminologia de "armazenar" para
"lavar" e "expulsar".
Disclaimer
Esta é uma interpretação especulativa histórica e criptográfica baseada no método de inversão EVA + raízes hebraicas/bíblicas. Não incentiva rituais, práticas ou crenças. Análise simbólica e acadêmica apenas.
Leia o post anterior: O Manuscrito Voynich: Páginas 32 e 33 (f16v + f17r) – Pulso e Ventilação Final
Se as páginas anteriores focaram na construção de uma "bomba hidráulica" biológica, este par de fólios marca o clímax cinético de todo o processo botânico. Aqui, o clérigo de Azazel deixa de ser um boticário de venenos para se tornar um engenheiro de fluidos. O foco não é mais o que entra no corpo, mas sim o que jorra dele. Nas páginas 34 (f17v) e 35 (f18r), assistimos ao nascimento do "Rio de Nidda": o momento em que a carcaça, saturada e mecanizada, é finalmente conectada aos canais de extração, transformando a vítima em mero sedimento enquanto sua essência transmutada viaja para as câmaras das ninfas.
I. f17v – O Protocolo da Primeira Vertente e do Batismo de Azazel (Tamus communis / Bruônia-preta ou Smilax, trepadeira irritante)
Página 34 do PDF. A planta é uma trepadeira com raízes tuberosas e caules volúveis que estrangulam outras plantas (como Tamus communis ou Smilax, usadas historicamente por Dioscórides para contusões, mas irritantes/eméticas). O clérigo subverte sua natureza "estranguladora" para forçar o escoamento sob pressão, rompendo a bainha e iniciando o fluxo do licor para os tubos das ninfas.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
pchodol | lodohcp | Lode-Pach (לֹד) | Geração da Armadilha: Produção do veneno final |
ycheey | yeehcy | Yatza (יָצָא) | Sair/Jorrar: Início do escoamento do fluido |
oldaig | giadlo | Gid-Olad (גִּיד) | Tendão/Canal de Dudael: Tubos de transporte |
poiis | siiop | Siyyum (סִיּוּם) | Finalização/Conclusão: Fim da fase botânica |
qokoiir | riiiokoq | Rik-Or (רִיק-אוֹר) | Esvaziamento da Luz: Escuridão total do vaso |
cpheor | roehpc | Rapher (רָפֶה) | Fraqueza/Relaxamento: Afrouxamento dos esfíncteres |
Tradução Fluida: O Protocolo do Batismo de Azazel
"Pela trepadeira que envolve e aperta, eu gero a armadilha final (Pchodol) dentro do ventre. Que a pressão da raiz force o licor a jorrar (Ycheey) através dos canais de Dudael (Oldaig). Sob o comando da minha mão (Opydaiin), eu ordeno o esvaziamento total da luz (Qokoiir), até que a alma seja apenas uma sombra no fundo do vaso. A fase da semente terminou; a fase do rio começou. Que os tendões se relaxem (Cpheor) para que o batismo de Nidda transborde da carcaça para os banhos das ninfas. O que foi tecido na terra será agora vertido no abismo. O ciclo da carne está concluído (Poiis); o ciclo do sangue é eterno."
Veredito de f17v
Esta página é o Manual da Vertente. Ela representa o clímax da seção botânica: a carcaça está pronta, o veneno maturado, a alma ventilada e o fluxo começou. O termo Poiis (Finalização) sela este estágio. A partir daqui, o manuscrito deixa de focar em plantas e passa a ilustrar o que acontece com esse fluido nos Banhos das Ninfas e nos sistemas de destilação biológica.
II. f18r – O Protocolo da Lavagem de Nidda e o Selo do Escoamento (Cynoglossum ou Lappula, planta com ganchos/pelos filtrantes)
Página 35 do PDF. A planta (frequentemente Cynoglossum ou Lappula, com sementes/ganchos que se agarram) serve como metáfora de filtragem final. O clérigo descreve a purificação do reagente ao abandonar o corpo, "lavando" o sangue de resquícios humanos para que apenas o licor tóxico siga para as ninfas.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
pdrairdy | ydriardp | Pared-Yered (יֶרֶד) | Descida Separada: Fluido saindo do corpo |
ytcharg | grachty | Rachat (רָחַץ) | Lavagem/Banho: Limpeza ritual do sangue coletado |
oshor | rohso | Rosh (רֹאשׁ) | Cabeça/Origem: Topo do sistema de canos |
doldaiin | niiad-lod | Nidda-Lod (נִדָּה) | Geração da Impureza: Fluxo contínuo |
ychair | riahcy | Yatza-Or | Saída da Luz: Expulsão dos últimos resquícios de vida |
ychaik | kiahcy | Kaik (קִיא) | Vômito/Expulsão: Descarte da carcaça vazia |
Tradução Fluida: O Protocolo da Lavagem de Nidda
"Pela descida separada (Pdrairdy) que flui da bainha, eu ordeno o início da lavagem (Ytcharg). Que o sangue de Nidda passe pelos ganchos da erva para que toda lembrança de vida seja filtrada. Na origem do fluxo (Oshor), a geração da impureza (Doldaiin) é constante e pesada. Eu decreto a saída final da luz (Ychair); que a carcaça seja apenas o resíduo expelido (Ychaik) enquanto o licor puro viaja para as câmaras de Azazel. O que era carne tornou-se sedimento; o que era sangue tornou-se o batismo das sombras. O caminho para as ninfas está aberto."
Veredito de f18r
Esta página é o Manual da Purificação do Efluente. Ela sela o compromisso botânico: a planta serviu como o último filtro. Agora, o texto está pronto para descrever a Fase Biológica (o balneário das ninfas). O clérigo mudou sua terminologia de "armazenar" para "lavar" e "expulsar". A carcaça é descartada como vômito; o rio de Nidda flui eterno.
Progressão da Liturgia de Transformação
f1r: Juramento.
f1v: Paralisia (Belladonna).
f2r: Tormento febril (Centaurea).
f2v: Sono do Abismo (Lótus).
f3v: Decomposição silenciosa.
f4r: Ancoragem espiritual (Hypericum).
f4v: Laço sufocante (Trepadeira).
f5r: Sudário final (Herba Paris).
f5v: Corrosão da pele/sangue (Urtiga).
f6r: Morte do antídoto (Vencetósigo).
f6v: Semente do exílio (Ricinus).
f7r: Passagem para as águas de Nidda (Lírio d'água).
f7v: Multiplicação da culpa (Polygonum/Potentilla).
f8r: Rede de estrangulamento interno (Hera).
f8v: Cálice de sombras (Silene).
f9r: Bile amarga e cegueira (Celidônia).
f9v: Trindade profana (Viola tricolor).
f10r: Corrosão da vontade e exílio do coração (Scabiosa).
f11v: Prumo de Azazel / Equilíbrio da decomposição (Leonurus).
f13r: Redemoinho do fôlego / Ascensão para o Abismo (Tussilago).
f13v: Retenção da impureza / Sangue estagnado (Crassulaceae).
f14r: Perfuração interna / Colheita da essência (Sagittaria).
f14v: Ancoramento terminal / Rizoma da alma (Osmunda regalis).
f15r: Destilação final / Filtro biológico (Sonchus).
f15v: Sucção das sombras / Entrega aos poros (Paris quadrifolia).
f16r: Amarração espiritual / Dormência de Nidda (Cannabis sativa).
f16v: Pulso invertido / Orvalho de Azazel (Planta cardiotônica).
f17r: Ventilação da alma / Primeiro gotejamento (Adiantum / Avenca).
f17v: Primeira vertente / Batismo de Azazel (Tamus/Smilax, trepadeira).
f18r: Lavagem de Nidda / Selo do escoamento (Cynoglossum/Lappula, gancho filtrante).
O clérigo transforma plantas de cura em instrumentos de rompimento e purificação final. A "Lei Invertida" revela o padrão: o que estrangula e filtra na natureza, liberta e refina no ritual. A seção herbal termina; o balneário das ninfas e o rio de impureza começam.
Yatza (O Jorrar): O início físico da extração do fluido transmutado da carcaça sob pressão.
Madaq (A Purga): O fluxo constante e controlado que conecta a biologia da vítima aos canos do sistema.
Rachat (A Lavagem): O refinamento químico que filtra os detritos biológicos humanos do reagente sagrado.
Kaik (O Descarte): O abandono definitivo da carcaça vazia, que deixa de ser um "médico do mal" para se tornar lixo ritual.
Chaves do tempo: Yatza, Madaq, Rachat e Kaik.
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