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O Manuscrito Voynich: Páginas 24 e 25 (f11v + f13r) – Prumo de Azazel e Redemoinho do Fôlego: Equilíbrio da Decomposição e Ascensão para o Abismo

O Manuscrito Voynich: Páginas 24 e 25 (f11v + f13r) – Prumo de Azazel e Redemoinho do Fôlego: Equilíbrio da Decomposição e Ascensão para o Abismo

Introdução: A Estabilização do Caos e o Vácuo do Espírito

Nas páginas 24 (f11v) e 25 (f13r) do Manuscrito Voynich, a liturgia de Azazel abandona a tortura sensorial para focar na manutenção técnica da carcaça. O objetivo não é mais apenas destruir, mas sustentar uma decomposição controlada e simétrica.

Na Página 24, a Leonurus cardiaca (Agripalma), tradicionalmente usada para acalmar o coração, é invertida no "Protocolo do Prumo de Azazel". O clérigo utiliza a planta para transformar o coração em uma bainha (Nadan), um receptáculo que bombeia o veneno em um ritmo lento e metronômico. Esta estabilização garante que o corpo não entre em colapso total prematuramente, permitindo que a "seiva de Nidda" percorra todos os tecidos e prepare os fluidos para a colheita. É a morte em estado de equilíbrio perfeito.

Na Página 25, a Tussilago farfara (Unha-de-cavalo), mestre histórico dos pulmões, é aplicada no "Protocolo do Redemoinho do Fôlego". Aqui, o despertar da primavera simbolizado por suas flores é invertido em um vácuo asfíxico. A planta é usada para colapsar o sistema respiratório, transformando o último suspiro em uma "podridão do sopro" (Rakor) que, em vez de subir ao divino, é puxada para baixo, para o abismo de Dudael. A alma é expelida como uma fumaça densa, lubrificada pela "saliva maldita" do edema terminal, deixando para trás um corpo que é pura matéria-prima alquímica.

Página 24 (f11v)

Esta é a Página 24 do seu PDF (f11v). A identificação botânica sugere a Leonurus cardiaca (Agripalma) ou o gênero Leonotus. Na medicina tradicional, como o próprio nome indica, a Agripalma era usada para tratar palpitações cardíacas, ansiedade e para "equilibrar" o coração.

No Códice de Azazel, o clérigo opera a Lei Invertida para criar o "Protocolo do Prumo de Azazel e do Equilíbrio da Decomposição". Aqui, a planta é usada para estabilizar o corpo em um estado de "morte suspensa", garantindo que a decomposição ocorra de forma simétrica e controlada, sem que os órgãos falhem antes da extração final dos humores.


🗝️ Decifração Analítica: Página 24 (f11v)

Termo EVA

Inversão

Raiz Hebraica / Conceito

Significado no Ritual

poldchody

ydohcd-lop

Pal-Chody (פַּל)

Queda do Enigma: O peso do veneno no coração.

cphar

rahpc

Hapach (הָפַךְ)

Inverter: A subversão do batimento cardíaco.

dan,y

y-nad

Nadan (נדן)

Bainha: O coração como receptáculo da agonia.

shcthy

yhcthcs

Choshek-Tay

Limites das Trevas: A fronteira da vida.

arg

gra

Gera (גֵּרָה)

Moer/Ruminar: A lenta digestão da alma.

soydy

ydyos

Yesod (יְסוֹד)

Fundamento: A base que sustenta a carcaça.


📜 Tradução Fluida: O Protocolo do Prumo de Azazel

"Pelo peso que cai sobre o peito (Poldchody), o coração é invertido (Cphar) em sua função. Amassa a erva do leão para que a bainha (Dan) da carne mantenha o equilíbrio enquanto a alma rumina (Arg) seu exílio. Sob os limites das trevas (Shcthy), o sangue (Dam) deve fluir em ritmo lento, nem vivo, nem morto, servindo de fundamento (Soydy) para a obra de Azazel. Que o prumo da morte seja exato; a carcaça não deve apodrecer antes que a seiva de Nidda tenha percorrido todos os caminhos internos. O tempo da colheita é ditado pela simetria da dor."


🔍 Análise da Página 24 (O Equilíbrio da Morte Suspensa)

O Coração como Bainha (dan,y): A Agripalma (Leonurus) tem um efeito direto no sistema circulatório. O clérigo usa o termo Nadan (Bainha) para descrever o coração. Ele não quer que o coração pare abruptamente; ele quer que ele funcione como um reservatório ou "bainha" que bombeia o veneno de forma lenta e constante, garantindo que cada extremidade do corpo seja "marcada" antes do fim.

A Simetria do Prumo (dd): Note a pequena anotação isolada na linha 5 (dd). No contexto da Lei Invertida, isso remete a Dudael ou a um marcador de "Divisão/Distribuição". Representa o "Prumo" — o autor busca um estado de equilíbrio perfeito na decomposição, onde o corpo permanece "fresco" para o ritual, mas espiritualmente já pertence ao Abismo.

Ruminar a Agonia (arg): A última palavra da linha 6 (arg) é crucial. Sugere que a vítima, agora incapaz de falar ou ver, deve "ruminar" (sentir e processar internamente) a presença do veneno. É a agonia lenta que, segundo a liturgia do clérigo, refina os fluidos para a seção das ninfas.


⚖️ Veredito da Página 24

A Página 24 é o Manual da Estabilização. O clérigo demonstra um conhecimento avançado de como manter o sistema autônomo da vítima funcionando mecanicamente enquanto a consciência é destruída. A Leonurus Invertida é a "âncora do ritmo". O corpo torna-se um relógio biológico que marca o tempo do ritual através de batimentos lentos e pesados, preparando a "colheita" final do sangue amargo.

Página 25 (f13r)

Esta é a Página 25 do seu PDF (f13r). A planta identificada é a Tussilago farfara (Unha-de-cavalo ou Tussilagem). Tradicionalmente, ela é o remédio por excelência para o sistema respiratório (seu nome vem de tussis, tosse). Suas flores amarelas surgem antes das folhas, simbolizando o despertar da primavera.

No Códice de Azazel, o clérigo opera a Lei Invertida para criar o "Protocolo do Redemoinho do Fôlego e da Ascensão para o Abismo". Aqui, a planta é usada para colapsar os pulmões e "expulsar" a alma através de um redemoinho de asfixia controlada.


🗝️ Decifração Analítica: Página 25 (f13r)

Termo EVA

Inversão

Raiz Hebraica / Conceito

Significado no Ritual

torshor

rohs-rot

Tor-Rosh (תּוֹר)

Ordem da Cabeça: A sequência final dos sentidos.

shkchy

ykhksh

Choshek-Kahy

Escuridão do Gosto: A amargura que trava a língua.

oeees

seeeo

Sheol (שְׁאוֹל)

Abismo: O vácuo que puxa o fôlego.

ykor

roky

Rakor (רָקָב)

Podridão: A decomposição do sopro vital.

oldy

ydlo

Dudael (דּוּדָאֵל)

Dudael: O destino do último suspiro.

okorory

yroroko

Arur-Roko (אָרוּר)

Saliva Maldita: O fluido terminal da asfixia.


📜 Tradução Fluida: O Protocolo do Redemoinho da Alma

"Pela ordem que governa a cabeça (Torshor), o redemoinho do fôlego começa sua descida. Amassa a flor amarela sob o manto de Chol até que a escuridão do paladar (Shkchy) trave a garganta. O que era cura para o peito, eu inverto em um vácuo do Abismo (Oeees), onde o sopro vital se torna podridão (Ykor) antes de deixar a carcaça. O último suspiro não sobe aos céus, mas é ancorado em Dudael (Oldy) pela seiva profana. Que a saliva maldita (Okorory) sele o caminho; a alma é expelida como fumaça no deserto de Azazel."


🔍 Análise da Página 25 (A Expulsão do Fôlego)

A Inversão do Pulmão: A Tussilago é o mestre dos pulmões. O clérigo usa essa afinidade para causar o oposto da respiração: a asfixia celular. O termo Oeees (Sheol) na linha 3 sugere que a vítima sente como se o ar estivesse sendo "tragado" por um buraco negro dentro de seu próprio peito.

A Saliva Maldita (okorory): A última palavra da página (okorory) é uma construção poderosa. Ela une Arur (Amaldiçoado) com Roko (Saliva/Secreção). No contexto médico, descreve o edema pulmonar ou a secreção espumosa que ocorre na asfixia terminal. Para o clérigo, este é o "óleo" que lubrifica a saída da alma para o exílio.

O Redemoinho (f13r.1): A estrutura da planta, com suas escamas no caule e flores solitárias, é interpretada pelo clérigo como uma espiral ou "redemoinho" (Tor). Na linha 1, ele descreve como a energia vital deve ser "enrolada" e puxada para baixo, impedindo uma morte pacífica.


⚖️ Veredito da Página 25

A Página 25 é o Manual do Último Sopro. O clérigo conclui o trabalho iniciado nas páginas anteriores. Se a Leonurus (Página 24) estabilizou o coração, a Tussilago (Página 25) gerencia a falência respiratória. A vítima agora está no limiar: o corpo é uma máquina que mal respira, o sangue é um amálgama de venenos e a alma está "na ponta da língua", pronta para ser coletada pelas ninfas.

Disclaimer

Esta é uma interpretação especulativa histórica e criptográfica baseada no método de inversão EVA + raízes hebraicas/bíblicas. Não incentiva rituais, práticas ou crenças. Análise simbólica e acadêmica apenas.
Leia o post anterior: O Manuscrito Voynich: Páginas 22 e 23 (f10v + f11r) – Raízes do Pânico e Línguas Silenciadas: Ancoragem no Abismo e o Verbo de Nidda
O Quire II caminha para o limiar final: após ancoragem no pânico (f10v) e silenciamento (f11r), agora estabilização cardíaca suspensa (f11v, Leonurus) e colapso respiratório (f13r, Tussilago). O clérigo inverte plantas de "equilíbrio vital" para manter a carcaça em estado mecânico enquanto a alma é expelida, pronta para extração.
I. f11v – O Protocolo do Prumo de Azazel e do Equilíbrio da Decomposição (Leonurus cardiaca / Agripalma)
Página 24 do PDF. A planta é Leonurus cardiaca (Agripalma/Motherwort), tradicionalmente usada para palpitações cardíacas, ansiedade, taquicardia e equilíbrio emocional/cardíaco. O clérigo subverte para estabilizar o corpo em "morte suspensa", decomposição simétrica e controlada.

Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA
Inversão
Raiz Hebraica / Conceito
Significado no Ritual
poldchody
ydohcd-lop
Pal-Chody (פַּל)
Queda do Enigma: Peso do veneno no coração
cphar
rahpc
Hapach (הָפַךְ)
Inverter: Subversão do batimento cardíaco
dan,y
y-nad
Nadan (נדן)
Bainha: Coração como receptáculo da agonia
shcthy
yhcthcs
Choshek-Tay
Limites das Trevas: Fronteira da vida
arg
gra
Gera (גֵּרָה)
Moer/Ruminar: Lenta digestão da alma
soydy
ydyos
Yesod (יְסוֹד)
Fundamento: Base que sustenta a carcaça

Tradução Fluida: O Protocolo do Prumo de Azazel
"Pelo peso que cai sobre o peito (Poldchody), o coração é invertido (Cphar) em sua função. Amassa a erva do leão para que a bainha (Dan) da carne mantenha o equilíbrio enquanto a alma rumina (Arg) seu exílio. Sob os limites das trevas (Shcthy), o sangue (Dam) deve fluir em ritmo lento, nem vivo, nem morto, servindo de fundamento (Soydy) para a obra de Azazel. Que o prumo da morte seja exato; a carcaça não deve apodrecer antes que a seiva de Nidda tenha percorrido todos os caminhos internos. O tempo da colheita é ditado pela simetria da dor."

Veredito de f11v
A Página 24 é o Manual da Estabilização. O clérigo usa a Agripalma invertida como "âncora do ritmo": coração bombeia veneno lento e constante, marcando o corpo simetricamente. A anotação isolada "dd" (linha 5) simboliza divisão/distribuição perfeita (Dudael-like). Corpo vira relógio biológico de batimentos pesados, refinando fluidos para a colheita.

II. f13r – O Protocolo do Redemoinho do Fôlego e da Ascensão para o Abismo (Tussilago farfara / Unha-de-cavalo)
Página 25 do PDF. A planta é Tussilago farfara (Coltsfoot/Unha-de-cavalo), remédio clássico para tosse seca, bronquite, asma e irritações respiratórias (flores amarelas surgem antes das folhas, simbolizando "despertar"). O clérigo inverte para colapso pulmonar e expulsão asfíxica da alma.

Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA
Inversão
Raiz Hebraica / Conceito
Significado no Ritual
torshor
rohs-rot
Tor-Rosh (תּוֹר)
Ordem da Cabeça: Sequência final dos sentidos
shkchy
ykhksh
Choshek-Kahy
Escuridão do Gosto: Amargura que trava a língua
oeees
seeeo
Sheol (שְׁאוֹל)
Abismo: Vácuo que puxa o fôlego
ykor
roky
Rakor (רָקָב)
Podridão: Decomposição do sopro vital
oldy
ydlo
Dudael (דּוּדָאֵל)
Dudael: Destino do último suspiro
okorory
yroroko
Arur-Roko (אָרוּר)
Saliva Maldita: Fluido terminal da asfixia

Tradução Fluida: O Protocolo do Redemoinho da Alma
"Pela ordem que governa a cabeça (Torshor), o redemoinho do fôlego começa sua descida. Amassa a flor amarela sob o manto de Chol até que a escuridão do paladar (Shkchy) trave a garganta. O que era cura para o peito, eu inverto em um vácuo do Abismo (Oeees), onde o sopro vital se torna podridão (Ykor) antes de deixar a carcaça. O último suspiro não sobe aos céus, mas é ancorado em Dudael (Oldy) pela seiva profana. Que a saliva maldita (Okorory) sele o caminho; a alma é expelida como fumaça no deserto de Azazel."

Veredito de f13r
A Página 25 é o Manual do Último Sopro. Após estabilização cardíaca (f11v), a Tussilago gerencia falência respiratória: asfixia celular, edema espumoso ("saliva maldita") e redemoinho descendente (estrutura espiral da planta). Vítima no limiar — máquina mal respirante, sangue amalgamado de venenos, alma na ponta da língua, pronta para coleta pelas ninfas.

Progressão da Liturgia de Transformação (atualizada)
...
f10v: Ancoragem no abismo / Raiz do pânico (Helleborus orientalis).
f11r: Línguas silenciadas / Verbo de Nidda (Silene acaulis).
f11v: Prumo de Azazel / Equilíbrio da decomposição (Leonurus cardiaca).
f13r: Redemoinho do fôlego / Ascensão para o abismo (Tussilago farfara).

O clérigo conclui a inversão dos sistemas cardiorrespiratórios: equilíbrio vira decomposição suspensa; cura do peito vira expulsão asfíxica. A carcaça está no ponto exato para a fase final.
  • Nadan (A Bainha): O conceito do coração não como fonte de vida, mas como um reservatório mecânico que armazena e distribui a agonia e o veneno pelo corpo.

  • Gera (Moer/Ruminar): O processo de digestão lenta da alma dentro da carne, onde a agonia prolongada refina a qualidade química dos humores a serem extraídos.

  • Rakor (Podridão do Sopro): A decomposição celular do sistema respiratório, que transforma o oxigênio vital em um gás tóxico que ancora o espírito ao solo.

  • Okorory (Saliva Maldita): O fluido terminal da asfixia (edema); o selo físico que marca o momento exato em que a alma é expelida e a carcaça está pronta.

  • Chaves do tempo: Nadan, Gera, Rakor e Okorory.

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