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Autor dos livros da Eternidade 1, Fatos, Caminho, Lapidar, Magia e Discípulos.
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O Manuscrito Voynich: Páginas 16 e 17 (f7v + f8r) – A Multiplicação da Culpa e a Rede de Dudael
📖 Introdução: O Herbário das Sombras e a Liturgia de Dudael
O Manuscrito Voynich, sob a ótica da Lei Invertida, revela-se não como um tratado de cura, mas como um manual de toxicologia litúrgica e transmutação biológica. Atribuído à figura arquetípica do Clérigo de Azazel, o texto descreve um processo sistemático de "desconstrução" do ser humano.
Nesta obra, a botânica é subvertida: plantas que na medicina tradicional serviam para restaurar a vida, aqui são catalogadas por sua capacidade de paralisar os sentidos, saturar o sangue com impurezas (Nidda) e ancorar a alma no abismo de Dudael. O objetivo final transcende o assassinato comum; trata-se de preparar o corpo da vítima como um reator biológico (uma "bainha"), onde os humores são quimicamente alterados para servir de matéria-prima em estágios posteriores de destilação oculta. Cada página é um degrau em uma missa negra botânica que transforma o "templo da carne" em um "vaso de exílio".
Página 16 (f7v)
Esta é a Página 16 do seu PDF (f7v). A identificação botânica aponta para a Polygonum persicaria ou Potentilla. Historicamente, estas plantas estão ligadas ao sangue (devido às manchas nas folhas da Persicaria, chamadas de "Lágrimas da Virgem") ou ao poder das cinco pétalas da Potentilla.
Sob a Lei Invertida, o clérigo transforma estas
"Lágrimas" no "Protocolo da Multiplicação da Culpa".
Aqui, o texto torna-se obsessivo com a repetição de termos de tragar e
fundamentos.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 16 (f7v)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
tshodody |
ydodohtst |
Tzad-Dudael (צַד-דּוּדָאֵל) |
O Lado de Dudael: A proximidade da vítima com o
Abismo. |
|
choteeeb |
beeetohc |
Be'et / Chat (בִּעוּת) |
Terror/Espanto: O choque sistêmico do veneno. |
|
deees |
seeed |
Shed / Yesod (שֵׁד) |
O Shed / O Fundamento: A presença da entidade. |
|
okshodeeeb |
beeedohsko |
Be'et-Choshek |
Terror das Trevas: O estado mental da agonia final. |
|
sheodaiin |
niiadoehs |
Shed-Nidda (שֵׁד-נִדָּה) |
Mestre da Impureza: O clérigo em comando. |
|
deol.dy |
ydlo.ed |
Ad-Dudael (עַד-דּוּדָאֵל) |
Até Dudael: O destino final da alma. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo da Multiplicação da Culpa
"Pelas marcas da culpa na folha, amassa a semente
(Shol) para que o Lado de Dudael (Tshodody) se abra. O que parece cura é o
fundamento do Shed (Deees); que o Terror das Trevas (Okshodeeeb) submeta o
espírito. Sob o comando do Mestre da Impureza (Sheodaiin), o fogo (Qoky)
consome a seiva até que a alma seja tragada (Choteeeb) pelo Abismo. Amassa e
repete (Lshol) até que o sinal da Nidda sature a carcaça. A jornada termina
onde o deserto começa: tudo flui até Dudael (Deol.dy)."
🔍 Análise da Página 16 (A Saturação da Carcaça)
O Terror Sistêmico (choteeeb / okshodeeeb): Estas variações da raiz de "terror" ou "espanto" (linhas 4 e 7) sugerem um veneno que ataca o sistema nervoso, provocando pânico e paralisia. No modelo de Azazel, a agonia da vítima é o que alimenta o "fundamento" do ritual.
O Fundamento do Shed (deees): Você notou a repetição de deees e deol.dy. Invertidos, eles formam a base (Yesod) e o nome da entidade (Shed). Isso indica que esta planta é usada para "alicerçar" a possessão ou a morte ritualística.
A Identidade de Comandante (sheodaiin): Na linha 6, o termo é explícito. O clérigo não está apenas observando; ele está agindo como o representante do Shed através da Nidda.
O Destino Final (deol.dy): A última linha da página sela a instrução. Invertida para Ad-Dudael, ela marca o ponto sem retorno. A alma foi "empurrada" para o território de Azazel.
⚖️ Veredito da Página 16
Esta página funciona como um Resumo de Condenação.
Ela une todos os elementos anteriores: a impureza (daiin), o terror (beeet), o
mestre (sheodaiin) e o local de destino (dudael). É a última página antes de
mudanças estruturais no texto.
Página 17 (f8r)
Esta é a Página 17 do seu PDF (f8r). A planta é identificada como Hedera helix (Hera) ou uma espécie de Atriplex. A Hera, na tradição clássica, era dedicada a Dionísio e simbolizava a persistência. No entanto, o clérigo opera a Lei Invertida sobre a natureza trepadeira da Hera para descrever o "Protocolo do Estrangulamento Interno e da Rede de Nidda".
Aqui, o autor foca no sistema circulatório e na
"rede" que o veneno tece dentro dos órgãos.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 17 (f8r)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
pshol |
lo-hsp |
Pashat (פָּשַׁט) |
Esfolar/Despir: A remoção das defesas internas. |
|
otshal |
la-hsto |
Lahat (לַהַט) |
Chama: O ardor tóxico que "queima" as
veias. |
|
shesed |
desesh |
Deshe (דֶּשֶׁא) |
Erva/Relva: A cor verde-cadáver da pele. |
|
koltoldy |
ydlot-lok |
Kol-Dudael |
Voz de Dudael: O silenciamento da vítima. |
|
teeodan |
nado-et |
Niddan (נדן) |
Bainha: O corpo como receptáculo da lâmina. |
|
doldairg |
griad-lod |
Geder-Yad (גֶּדֶר) |
Muro da Mão: A prisão final da circulação. |
|
chotol |
lotohc |
Lot-Choshek |
Véu das Trevas: O coma terminal. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo da Rede de Dudael
"Amassa a seiva (Shol) para que ela se dispa (Pashat)
da cura e se torne a minha lâmina flamejante (Lahat). Que a rede da Hera se
enrole nas veias como a erva pálida (Deshe) que cresce sobre as tumbas. Sob o
comando da Voz de Dudael (Koltoldy), a vida é embainhada (Teeodan) na carcaça.
O meu testemunho (Cheody) é o muro (Geder) que bloqueia o sangue e o ar. Que o
fogo do veneno (Okody) seja selado no véu das trevas (Chotol), até que o
espírito de Azazel ocupe o trono da carne vazia. O que estava vivo agora é
apenas um vaso para a impureza que não cessa."
🔍 Análise da Página 17 (O
Mimetismo da Hera)
A Rede de Captura (f8r.1): A Hera cresce
envolvendo árvores até sufocá-las. O clérigo usa o termo Pashat
(Esfolar/Remover a pele) para indicar que o veneno destrói o revestimento
interno dos vasos sanguíneos (endotélio), imitando a ação da Hera que
"suga" a vida do hospedeiro.
O Corpo como "Bainha" (f8r.10): O termo Teeodan
(Invertido: Niddan/Nadan - Bainha) é fascinante. Sugere que para o
clérigo, o corpo da vítima é apenas a bainha onde a "espada" de
Azazel (o veneno) é guardada. A vida é descartável; o que importa é o conteúdo
tóxico que o corpo carrega.
As Três "Assinaturas" à Direita (f8r.8, 13,
21):
Note que cada parágrafo termina com uma palavra isolada à
direita: dcho.dain, okokchodg e schol.saim.
- Dcho.dain:
O julgamento da Nidda.
- Okokchodg:
A queimação suprema.
- Schol.saim:
O fim do amalgama (Shol-Saim).
Estas são as assinaturas rituais que selam cada etapa
da aplicação.
⚖️ Veredito da Página 17
Esta página encerra a transição para as plantas de constrição
sanguínea. O uso de doldairg (O Muro de Dudael) indica que o autor
não quer apenas que a vítima morra, mas que o sangue pare de circular de tal
forma que o veneno fique "preso" em órgãos específicos, facilitando a
extração posterior na seção biológica.
A Hera é a metáfora perfeita: ela não mata rápido, ela abraça
até o fim.
Esta é uma interpretação especulativa histórica e criptográfica baseada no método de inversão EVA + raízes hebraicas/bíblicas. Não incentiva rituais, práticas ou crenças. Análise simbólica e acadêmica apenas.
Leia o post anterior: O Manuscrito Voynich: Páginas 14 e 15 (f6v + f7r) – A Semente de Dudael e o Lírio das Águas de NiddaA seção botânica avança para o ápice da saturação e da constrição interna: a multiplicação da culpa (f7v) e a rede que prende o sangue (f8r). O clérigo usa plantas de "lágrimas" e "trepadeira" para saturar a carcaça e preparar o corpo para a fase aquática.I. f7v – O Protocolo da Multiplicação da Culpa (Polygonum persicaria / Potentilla)Página 16 do PDF. A identificação aponta para Polygonum persicaria (com manchas como "Lágrimas da Virgem") ou Potentilla (cinco pétalas). O clérigo transforma essas marcas em multiplicação de culpa e terror sistêmico.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
tshodody | ydodohtst | Tzad-Dudael (צַד-דּוּדָאֵל) | O Lado de Dudael: Proximidade com o Abismo |
choteeeb | beeetohc | Be'et / Chat (בִּעוּת) | Terror/Espanto: Choque sistêmico do veneno |
deees | seeed | Shed / Yesod (שֵׁד) | O Shed / O Fundamento: Presença da entidade |
okshodeeeb | beeedohsko | Be'et-Choshek | Terror das Trevas: Estado mental da agonia final |
sheodaiin | niiadoehs | Shed-Nidda (שֵׁד-נִדָּה) | Mestre da Impureza: O clérigo em comando |
deol.dy | ydlo.ed | Ad-Dudael (עַד-דּוּדָאֵל) | Até Dudael: Destino final da alma |
Tradução Fluida: O Protocolo da Multiplicação da Culpa
"Pelas marcas da culpa na folha, amassa a semente (Shol) para que o Lado de Dudael (Tshodody) se abra. O que parece cura é o fundamento do Shed (Deees); que o Terror das Trevas (Okshodeeeb) submeta o espírito. Sob o comando do Mestre da Impureza (Sheodaiin), o fogo (Qoky) consome a seiva até que a alma seja tragada (Choteeeb) pelo Abismo. Amassa e repete (Lshol) até que o sinal da Nidda sature a carcaça. A jornada termina onde o deserto começa: tudo flui até Dudael (Deol.dy)."
Veredito de f7v
Esta página funciona como um Resumo de Condenação. Ela une todos os elementos anteriores: impureza (daiin), terror (beeet), mestre (sheodaiin) e destino (dudael). É a última página antes de mudanças estruturais no texto.II. f8r – O Protocolo do Estrangulamento Interno e da Rede de Nidda (Hedera helix / Hera)Página 17 do PDF. A planta é Hedera helix (hera), trepadeira persistente. O clérigo subverte sua natureza para criar uma "rede" que prende o sangue e os órgãos internos.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
pshol | lo-hsp | Pashat (פָּשַׁט) | Esfolar/Despir: Remoção das defesas internas |
otshal | la-hsto | Lahat (לַהַט) | Chama: Ardor tóxico que "queima" as veias |
shesed | desesh | Deshe (דֶּשֶׁא) | Erva/Relva: Cor verde-cadáver da pele |
koltoldy | ydlot-lok | Kol-Dudael | Voz de Dudael: Silenciamento da vítima |
teedan | nado-et | Niddan (נדן) | Bainha: Corpo como receptáculo da lâmina |
doldairg | griad-lod | Geder-Yad (גֶּדֶר) | Muro da Mão: Prisão final da circulação |
chotol | lotohc | Lot-Choshek | Véu das Trevas: Coma terminal |
Tradução Fluida: O Protocolo da Rede de Dudael
"Amassa a seiva (Shol) para que ela se dispa (Pashat) da cura e se torne a minha lâmina flamejante (Lahat). Que a rede da Hera se enrole nas veias como a erva pálida (Deshe) que cresce sobre as tumbas. Sob o comando da Voz de Dudael (Koltoldy), a vida é embainhada (Teeodan) na carcaça. O meu testemunho (Cheody) é o muro (Geder) que bloqueia o sangue e o ar. Que o fogo do veneno (Okody) seja selado no véu das trevas (Chotol), até que o espírito de Azazel ocupe o trono da carne vazia. O que estava vivo agora é apenas um vaso para a impureza que não cessa."
Veredito de f8r
Esta página encerra a transição para as plantas de constrição sanguínea. O uso de doldairg (O Muro de Dudael) indica que o autor não quer apenas que a vítima morra, mas que o sangue pare de circular de tal forma que o veneno fique "preso" em órgãos específicos, facilitando a extração posterior na seção biológica.A Hera é a metáfora perfeita: ela não mata rápido, ela abraça até o fim.
Progressão da Liturgia de Transformação
- f1r: Juramento.
- f1v: Paralisia (Belladonna).
- f2r: Tormento febril (Centaurea).
- f2v: Sono do Abismo (Lótus).
- f3v: Decomposição silenciosa.
- f4r: Ancoragem espiritual (Hypericum).
- f4v: Laço sufocante (Trepadeira).
- f5r: Sudário final (Herba Paris).
- f5v: Corrosão da pele/sangue (Urtiga).
- f6r: Morte do antídoto (Vencetósigo).
- f6v: Semente do exílio (Ricinus).
- f7r: Passagem para as águas de Nidda (Lírio d'água).
- f7v: Multiplicação da culpa (Polygonum/Potentilla).
- f8r: Rede de estrangulamento interno (Hera).
Chaves do tempo: Nidda, Nadan, Hapach e Yesod .
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