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Autor dos livros da Eternidade 1, Fatos, Caminho, Lapidar, Magia e Discípulos.
Postagem em destaque
O Manuscrito Voynich: Páginas 30 e 31 (f15v + f16r) – Drenagem e Transe Final
Introdução às Páginas 30 e 31: A Drenagem e o Transe Final
Se as páginas anteriores (f28 e f29) trataram de ancorar a alma e filtrar o sangue, este par de fólios executa a exaustão dos fluidos e a anestesia do espírito. O clérigo de Azazel agora prepara o corpo para ser "conectado" ao sistema de tubos, garantindo que a vítima seja uma casca vazia, porém funcional.
A Sucção das Sombras (Página 30 - f15v)
Utilizando a Paris quadrifolia (Herba Mortis), o clérigo foca na drenagem técnica. A planta, com sua baga central que parece um olho, simboliza a vigilância do boticário sobre a morte. O objetivo aqui é o esvaziamento total (Nikan), transformando cada poro da pele em uma saída para a "seiva de Nidda".
A Amarração de Dudael (Página 31 - f16r)
A utilização da Cannabis sativa (Cânhamo) foca na fibra e no entorpecimento. Enquanto o corpo é drenado, a mente deve ser mantida em um estado de "vazio" (Raik). O clérigo "tece" o veneno nos nervos da vítima, criando uma anestesia litúrgica que permite que os humores fervam no "caldeirão" (Dud) do corpo sem resistência.
Página 30 (f15v)
Esta é a Página 30 do seu PDF (f15v). A identificação botânica é sombria e precisa: Paris quadrifolia (conhecida como Erva-Paris ou uva-de-raposa) ou Aconitum (Acônito). Historicamente, a Erva-Paris era chamada de Herba Paris devido à sua simetria, mas também de Herba Mortis por sua toxicidade letal concentrada na baga central, que parece um "olho".
No Códice de Azazel, o clérigo opera a Lei
Invertida sobre esta planta para detalhar o "Protocolo da Sucção
das Sombras e da Entrega aos Poros". Esta página é o ponto de
transição final da seção botânica: aqui, o clérigo explica como o veneno extrai
a última gota de essência para alimentar as ninfas que aparecerão nos fólios
seguintes.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 30 (f15v)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
poror |
rorop |
Rophe-Ra (רוֹפֵא) |
Médico do Mal: O clérigo curando a morte. |
|
dtchan |
nahctd |
Nachat-Dam (נַחַת) |
Descida do Sangue: O fluxo para os órgãos
inferiores. |
|
opchordy |
ydrohcp |
Pach-Dudael (פַּח) |
Armadilha de Dudael: O aprisionamento final. |
|
qokor |
rokoq |
Rakab (רָקָב) |
Podridão Ativa: A decomposição que alimenta. |
|
octhol |
lohtco |
Lot-Choshek (לוּט) |
Véu de Trevas: O encobrimento da alma. |
|
kan |
nak |
Nikan (נִקָּז) |
Drenagem: O esvaziamento dos fluidos. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo da Sucção das Sombras
"Como o médico do mal (Poror), eu administro a erva da
morte para que o sangue desça (Dtchan) aos reservatórios profundos. Amassa as
quatro folhas sob o véu de trevas (Octhol) até que a armadilha de Dudael
(Opchordy) se feche sobre o coração. O que era um ser vivo, agora é uma
podridão ativa (Qokor) que exala o sustento das ninfas. Eu ordeno a drenagem
(Kan) total; que cada poro da carcaça se torne uma fonte de impureza. O
fundamento (Yesod) foi dissolvido e a bainha (Nadan) está aberta. O banho está
pronto; o que foi colhido na botânica será agora vertido nos tubos da vida
eterna."
🔍 Análise da Página 30 (A
Fronteira Biológica)
O Clérigo como "Médico" (poror): Na
linha 1, o uso de Poror (Invertido: Rophe - Médico) sugere que o
clérigo vê sua técnica como uma forma de "cura reversa". Ele não está
matando por ódio, mas por uma "necessidade clínica" de extrair os
reagentes. Ele está "curando" a matéria-prima de sua humanidade.
A Drenagem Final (kan): Na linha 9, surge o termo Kan
(Drenagem/Canalização). É a palavra técnica para o que vemos nas ilustrações
biológicas do Voynich: canos e tubos que transportam fluidos. Esta página
explica que a planta Paris quadrifolia prepara os canais do corpo da
vítima para serem "conectados" ao sistema de destilação das ninfas.
Simetria de Quatro (cthor): A Erva-Paris tem
quatro folhas perfeitamente simétricas. O clérigo usa essa simetria para
simbolizar os quatro cantos da "prisão" onde a alma está retida. A
repetição de Chor/Chor/Chor nas linhas 5 e 8 imita o pulsar rítmico de
uma bomba de sucção.
⚖️ Veredito da Página 30
A Página 30 é o Manual da Exaustão de Fluidos. Ela
encerra a jornada botânica pura e abre a porta para a seção Biológica/Alquímica.
O clérigo conclui que a carcaça foi devidamente transformada em um "vaso
de gotejamento". O próximo passo não é mais sobre a planta no solo, mas
sobre como esse fluido circula através das ninfas nos tubos.
Pagina 31 (f16r)
Esta é a Página 31 do seu PDF (f16r). A identificação botânica sugere Cannabis sativa (Cânhamo) ou possivelmente Rumex (Azedinha). Historicamente, o cânhamo era valorizado tanto por suas fibras resistentes (cordas) quanto por suas propriedades entorpecentes em contextos rituais.
No Códice de Azazel, o clérigo aplica a Lei
Invertida sobre a fibra e o êxtase da planta para detalhar o "Protocolo
da Amarração Espiritual e da Dormência de Nidda". Se a página anterior
tratava da drenagem, esta trata de como "tecer" os fluidos e manter a
mente da vítima em um estado de confusão perpétua enquanto o corpo é
processado.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 31 (f16r)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
sykaiin |
niiakys |
Sikkun-Yayin (סִכּוּן) |
Perigo do Vinho: O sangue tornado tóxico e
inebriante. |
|
oeesordy |
ydroseeo |
Yesod-Dudael |
Fundamento de Dudael: A nova base da consciência. |
|
ykair |
riaky |
Raik (רֵיק) |
Vazio: A evacuação da identidade original. |
|
deeeod |
doeeed |
Dud (דּוּד) |
Caldeirão/Pote: O corpo como vasilha de cozimento. |
|
toror |
rorot |
Rote (רוֹתֵחַ) |
Fervura: O estado de agitação térmica dos fluidos. |
|
oeees |
seeeo |
Siach (שִׂיחַ) |
Meditação/Delírio: O transe induzido pelo veneno. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo da Amarração de Dudael
"Pela fibra que prende e pela folha que obscurece, eu
preparo o perigo do vinho (Sykaiin) nas veias da carcaça. Amassa a flor até que
o fundamento de Dudael (Oeesordy) substitua a razão. O que era um homem, agora
é um vazio (Ykair), uma casca oca onde o espírito flutua em delírio (Oeees). Eu
ordeno que o corpo se torne o caldeirão (Deeeod) onde os humores fervem (Toror)
sob o manto de Chol. Que a rede de fibras da planta tese uma teia nos nervos,
impedindo que a dor desperte a vítima do seu sono de Nidda. O vinho está
pronto, o fogo está aceso; a alma está amarrada aos pés de Azazel."
🔍 Análise da Página 31 (A
Fibra da Escravidão)
A Embriaguez Ritual (sykaiin / oeees): O clérigo
usa a Cannabis não para o prazer, mas para criar um "transe de
morte". O termo Sykaiin sugere que o sangue da vítima tornou-se um
entorpecente que mantém o sistema nervoso funcionando no nível mínimo
necessário para a extração, sem que haja resistência.
O Corpo como Caldeirão (deeeod): Na linha 6, surge
o termo Dud, que significa caldeirão ou pote. É um trocadilho visual e
linguístico com Dudael. O corpo da vítima não é apenas uma
"bainha" (como vimos antes), mas um recipiente onde ocorre uma reação
química ativa — o sangue está sendo "cozinhado" ou maturado.
O Vazio da Identidade (ykair): Na linha 3, o termo
Raik indica que a "limpeza" foi bem-sucedida. O clérigo
removeu a persona da vítima. O que resta é apenas a maquinaria biológica
disponível para o uso das ninfas.
⚖️ Veredito da Página 31
A Página 31 é o Manual da Anestesia Litúrgica. Ela
garante que, embora o corpo esteja sendo perfurado, drenado e filtrado (como
nas páginas 27 a 30), a vítima permaneça em um estado de docilidade absoluta. O
uso das fibras da planta sugere que, internamente, o veneno está criando uma
estrutura ("cordas") que sustenta os órgãos enquanto o sangue é
transformado no "Vinho de Nidda".
Disclaimer
Esta é uma interpretação especulativa histórica e criptográfica baseada no método de inversão EVA + raízes hebraicas/bíblicas. Não incentiva rituais, práticas ou crenças. Análise simbólica e acadêmica apenas.
Leia o post anterior: O Manuscrito Voynich: Páginas 28 e 29 (f14v + f15r) – Ancoramento e Destilação Final
Se as páginas anteriores (f14v e f15r) trataram de ancorar a alma e filtrar o sangue, este par de fólios executa a exaustão dos fluidos e a anestesia do espírito. O clérigo de Azazel agora prepara o corpo para ser "conectado" ao sistema de tubos, garantindo que a vítima seja uma casca vazia, porém funcional para a colheita final pelas ninfas.
I. f15v – O Protocolo da Sucção das Sombras e da Entrega aos Poros (Paris quadrifolia / Herba Mortis ou Erva-Paris)
Página 30 do PDF. A planta é Paris quadrifolia (Erva-Paris ou uva-de-raposa), com quatro folhas simétricas e baga central tóxica que evoca um "olho" vigilante. Historicamente conhecida como Herba Mortis pela letalidade concentrada na baga, era usada em remédios contra venenos ou parasitas. O clérigo subverte sua simetria e toxicidade para drenar os fluidos finais, abrindo poros como saídas para a seiva de Nidda.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
poror | rorop | Rophe-Ra (רוֹפֵא) | Médico do Mal: Clérigo "curando" a morte |
dtchan | nahctd | Nachat-Dam (נַחַת) | Descida do Sangue: Fluxo para reservatórios inferiores |
opchordy | ydrohcp | Pach-Dudael (פַּח) | Armadilha de Dudael: Aprisionamento final |
qokor | rokoq | Rakab (רָקָב) | Podridão Ativa: Decomposição que alimenta |
octhol | lohtco | Lot-Choshek (לוּט) | Véu de Trevas: Encobrimento da alma |
kan | nak | Nikan (נִקָּז) | Drenagem: Esvaziamento total dos fluidos |
Tradução Fluida: O Protocolo da Sucção das Sombras
"Como o médico do mal (Poror), eu administro a erva da morte para que o sangue desça (Dtchan) aos reservatórios profundos. Amassa as quatro folhas sob o véu de trevas (Octhol) até que a armadilha de Dudael (Opchordy) se feche sobre o coração. O que era um ser vivo, agora é uma podridão ativa (Qokor) que exala o sustento das ninfas. Eu ordeno a drenagem (Kan) total; que cada poro da carcaça se torne uma fonte de impureza. O fundamento (Yesod) foi dissolvido e a bainha (Nadan) está aberta. O banho está pronto; o que foi colhido na botânica será agora vertido nos tubos da vida eterna."
Veredito de f15v
A Página 30 é o Manual da Exaustão de Fluidos. Ela encerra a seção botânica pura e abre a porta para a biológica/alquímica. O clérigo transforma a carcaça em "vaso de gotejamento": a simetria da planta prepara os canais do corpo para conexão com os tubos das ninfas. A drenagem (Nikan) é completa; o fluido de impureza flui livre.
II. f16r – O Protocolo da Amarração Espiritual e da Dormência de Nidda (Cannabis sativa / Cânhamo)
Página 31 do PDF. A planta é Cannabis sativa (Cânhamo), valorizada por fibras resistentes e propriedades entorpecentes/rituais. O clérigo subverte suas fibras para "tecer" o veneno nos nervos, induzindo transe enquanto o corpo é drenado, mantendo a mente em vazio absoluto.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
sykaiin | niiakys | Sikkun-Yayin (סִכּוּן) | Perigo do Vinho: Sangue tóxico e inebriante |
oeesordy | ydroseeo | Yesod-Dudael | Fundamento de Dudael: Nova base da consciência |
ykair | riaky | Raik (רֵיק) | Vazio: Evacuação da identidade original |
deeeod | doeeed | Dud (דּוּד) | Caldeirão/Pote: Corpo como vasilha de cozimento |
toror | rorot | Rote (רוֹתֵחַ) | Fervura: Agitação térmica dos fluidos |
oeees | seeeo | Siach (שִׂיחַ) | Meditação/Delírio: Transe induzido pelo veneno |
Tradução Fluida: O Protocolo da Amarração de Dudael
"Pela fibra que prende e pela folha que obscurece, eu preparo o perigo do vinho (Sykaiin) nas veias da carcaça. Amassa a flor até que o fundamento de Dudael (Oeesordy) substitua a razão. O que era um homem, agora é um vazio (Ykair), uma casca oca onde o espírito flutua em delírio (Oeees). Eu ordeno que o corpo se torne o caldeirão (Deeeod) onde os humores fervem (Toror) sob o manto de Chol. Que a rede de fibras da planta tese uma teia nos nervos, impedindo que a dor desperte a vítima do seu sono de Nidda. O vinho está pronto, o fogo está aceso; a alma está amarrada aos pés de Azazel."
Veredito de f16r
A Página 31 é o Manual da Anestesia Litúrgica. Ela garante docilidade absoluta durante a perfuração e drenagem: as fibras da planta criam uma "rede" interna que sustenta os órgãos enquanto o sangue se transforma no Vinho de Nidda. O transe (Raik) mantém a vítima imóvel; o corpo é agora caldeirão fervente pronto para os tubos das ninfas.
Progressão da Liturgia de Transformação
f1r: Juramento.
f1v: Paralisia (Belladonna).
f2r: Tormento febril (Centaurea).
f2v: Sono do Abismo (Lótus).
f3v: Decomposição silenciosa.
f4r: Ancoragem espiritual (Hypericum).
f4v: Laço sufocante (Trepadeira).
f5r: Sudário final (Herba Paris).
f5v: Corrosão da pele/sangue (Urtiga).
f6r: Morte do antídoto (Vencetósigo).
f6v: Semente do exílio (Ricinus).
f7r: Passagem para as águas de Nidda (Lírio d'água).
f7v: Multiplicação da culpa (Polygonum/Potentilla).
f8r: Rede de estrangulamento interno (Hera).
f8v: Cálice de sombras (Silene).
f9r: Bile amarga e cegueira (Celidônia).
f9v: Trindade profana (Viola tricolor).
f10r: Corrosão da vontade e exílio do coração (Scabiosa).
f11v: Prumo de Azazel / Equilíbrio da decomposição (Leonurus).
f13r: Redemoinho do fôlego / Ascensão para o Abismo (Tussilago).
f13v: Retenção da impureza / Sangue estagnado (Crassulaceae).
f14r: Perfuração interna / Colheita da essência (Sagittaria).
f14v: Ancoramento terminal / Rizoma da alma (Osmunda regalis).
f15r: Destilação final / Filtro biológico (Sonchus).
f15v: Sucção das sombras / Entrega aos poros (Paris quadrifolia).
f16r: Amarração espiritual / Dormência de Nidda (Cannabis sativa).
O clérigo transforma plantas de cura em instrumentos de exaustão e transe final. A "Lei Invertida" revela o padrão: o que entorpece na natureza, escraviza no ritual. A seção botânica termina; os diagramas biológicos das ninfas aguardam.
Nikan (Drenagem/Canalização): Refere-se ao processo técnico de esvaziar os fluidos da carcaça, transformando os poros em saídas para a "seiva de Nidda" que alimentará o sistema de tubos.
Rophe-Ra (Médico do Mal): Define a identidade assumida pelo clérigo nesta fase; ele não atua como um carrasco, mas como um "técnico clínico" que "cura" a matéria-prima de sua humanidade para torná-la funcional.
Raik (Vazio/Transe): Representa a evacuação completa da identidade e da consciência da vítima, garantindo que a mente seja uma casca oca e dócil enquanto o corpo é processado.
Dud (Caldeirão/Pote): É a palavra que redefine o corpo humano nesta etapa final; ele deixa de ser um organismo vivo para se tornar um recipiente de cozimento e agitação térmica dos fluidos rituais.
Chaves do tempo: Rophe-Ra, Nikan, Raik e Dud.
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