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Autor dos livros da Eternidade 1, Fatos, Caminho, Lapidar, Magia e Discípulos.
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O Manuscrito Voynich: Páginas 28 e 29 (f14v + f15r) – Ancoramento e Destilação Final
Introdução às Páginas 28 e 29: O Ancoramento e a Destilação Final
Se as páginas anteriores (f13v e f14r) focaram em criar um reservatório interno de veneno, este par de fólios executa a estabilização estrutural e a separação química. O clérigo agora trata a carcaça não como um organismo, mas como um vaso de barro (Choross) projetado para filtrar o "Vinho da Impureza".
O Rizoma da Alma (Página 28 - f14v)
Utilizando a Osmunda regalis (Samambaia-real), o clérigo opera sobre o conceito de raízes ocultas. Como a samambaia não possui flores, sua força reside no rizoma denso e subterrâneo. No ritual, isso simboliza o enraizamento do veneno nos órgãos mais profundos, garantindo que a alma não se desprenda antes da colheita final. É o "Protocolo do Eco de Dudael", onde o corpo se torna a habitação definitiva do exílio.
O Filtro Biológico (Página 29 - f15r)
A utilização da Serralha (Sonchus) introduz o elemento do látex leitoso. Na "Lei Invertida", essa seiva é usada para coalhar o sangue, separando os humores pesados da essência leve que será extraída. O corpo humano é transformado em uma peneira viva (Sal), onde o redemoinho da destilação purifica o licor de Nidda para as ninfas.
Página 28 (f14v)
Esta é a Página 28 do seu PDF (f14v). A identificação botânica sugere a Osmunda regalis (Samambaia-real) ou raízes de samambaia. Historicamente, raízes de samambaias eram envoltas em mistério por sua falta de flores visíveis e eram usadas em rituais de proteção ou para expulsar parasitas.
No Códice de Azazel, o clérigo opera a Lei
Invertida sobre o rizoma denso da samambaia para detalhar o "Protocolo
do Eco de Dudael e do Arraizamento da Impureza". Aqui, o foco é a base
do corpo (o "rizoma" humano) e como ancorar a alma no estado de
transmutação antes da entrega final às ninfas.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 28 (f14v)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
pdychoiin |
niiiohcydp |
Piddyon-Chay (פִּדְיוֹן) |
Resgate da Vida: O preço pago pela alma em exílio. |
|
yfodain |
niadofy |
Yisod-Nidda |
Fundamento da Impureza: O novo alicerce do corpo. |
|
shokshor |
rohskohs |
Shorash (שׁוֹרֶשׁ) |
Raiz: O enraizamento do veneno nos órgãos. |
|
darody |
ydorad |
Dira-Dudael (דִּירָה) |
Habitação de Dudael: A carcaça como morada. |
|
dam |
mad |
Dam (דָּם) |
Sangue: O fluido vital agora corrompido. |
|
ctholdg |
gdlohtc |
Gadol-Chot (גָּדוֹל) |
Grande Corte/Pecado: A marca final do ritual. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo do Eco de Dudael
"Pelo resgate da vida (Pdychoiin) que eu exijo da
carne, estabeleço o novo fundamento da impureza (Yfodain). Amassa a raiz densa
sob o manto de Chol até que as gavinhas do veneno se tornem a raiz (Shokshor)
que se alimenta da carcaça. O corpo não é mais humano, mas a habitação de
Dudael (Darody) na terra. Que o sangue (Dam) estagnado ecoe o chamado das
profundezas. Sob o grande corte (Ctholdg) da minha vontade, a alma é ancorada
para que não fuja durante a colheita. O rizoma de Azazel está plantado no ventre;
o tempo do silêncio terminou, o tempo da extração começou."
🔍 Análise da Página 28 (O
Arraizamento do Mal)
O Rizoma Humano (shokshor): A samambaia cresce a
partir de um rizoma rasteiro e persistente. O clérigo usa essa metáfora para
descrever como o veneno deve criar uma "rede de raízes" dentro da
vítima, conectando todos os pontos que foram saturados nas páginas anteriores. Na
linha 4, Shokshor indica que a contaminação agora é estrutural.
O Resgate Invertido (pdychoiin): Na linha 1, o
termo Piddyon (Resgate) é usado de forma sarcástica pelo clérigo. No
judaísmo, o resgate do primogênito é um ato de vida; aqui, o
"resgate" é a entrega da vida da vítima para as ninfas. É o pagamento
final para que o ritual prossiga para a fase biológica.
O Eco do Sangue (dam): No final da linha 8, o
termo Dam (Sangue) aparece isolado. Isso sinaliza que toda a preparação
botânica feita no Caderno I e no início do Caderno II atingiu o seu objetivo: o
sangue está transformado. Ele agora é o reagente pronto para ser levado aos
tubos e banheiras.
⚖️ Veredito da Página 28
A Página 28 é o Manual do Ancoramento Terminal. Com
esta planta, o clérigo garante que o processo de "bainha" (Nadan)
seja permanente. A alma está "amarrada" pelas raízes da samambaia
invertida. Esta é a última instrução de saturação antes que o manuscrito comece
a mostrar, de forma mais explícita, a interação entre a botânica e os corpos
das ninfas nos fólios seguintes.
Página 29 (f15r)
Esta é a Página 29 do seu PDF (f15r). A planta identificada assemelha-se a um Sonchus (Serralha) ou um tipo de cardo. Na medicina popular, o látex leitoso dessas plantas era usado para tratar verrugas e problemas digestivos.
No Códice de Azazel, o clérigo opera a Lei
Invertida sobre a seiva leitosa e as folhas serrilhadas para detalhar o "Protocolo
do Redemoinho da Carne e da Destilação de Nidda". Aqui, o clérigo
descreve o processo de separação dos humores, onde o "leite" da
planta é usado para coalhar o sangue da vítima, preparando-o para a extração.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 29 (f15r)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
tshor |
rohst |
Rosh (רֹאשׁ) |
Cabeça/Início: O ponto de partida da destilação. |
|
tchaly |
ylaht |
Lahat (לַהַט) |
Chama: O ardor que separa os humores. |
|
scheaiin |
niiaehcs |
Shechinah-Nidda |
Presença da Impureza: O preenchimento total do
vaso. |
|
sal |
las |
Sal (סַל) |
Cesto/Filtro: A peneira dos fluidos. |
|
ykaiin |
niiaky |
Yayin-Nidda (יַיִן) |
Vinho da Impureza: O sangue fermentado. |
|
choross |
ssorohc |
Cheres (חֶרֶס) |
Argila/Vaso: A carcaça endurecida como barro. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo do Redemoinho da Carne
"Pela cabeça do redemoinho (Tshor) e pela chama que
consome (Tchaly), eu ordeno a separação das águas internas. Amassa o cardo até
que seu leite amargo coalhe o vinho da impureza (Ykaiin) dentro das veias. Que
a Presença da Impureza (Scheaiin) se estabeleça no filtro (Sal) da carne. O
corpo agora é como um vaso de argila (Choross), endurecido e seco por fora, mas
fervilhante por dentro com a destilação de Azazel. Pelo redemoinho, os humores
pesados descem e a essência leve sobe para o banho das ninfas. O que era humano
foi filtrado; resta apenas o licor de Nidda pronto para o gotejamento."
🔍 Análise da Página 29 (A
Alquimia Biológica)
A Destilação de Nidda (sal / ykaiin): Pela
primeira vez, o texto sugere um processo de filtragem. O termo Sal
(Cesto/Filtro) na linha 4 indica que o clérigo está usando o sistema
circulatório da vítima como uma peneira biológica. O sangue, agora chamado de Yayin
(Vinho), atingiu o nível de fermentação ideal.
A Carcaça de Barro (choross): Na linha 11, o termo
Choross (Vaso de barro/Cacos) é muito significativo. Sugere que o corpo
da vítima tornou-se quebradiço e sem vida, servindo apenas como o
"recipiente de cerâmica" para o experimento alquímico. A vida
biológica foi totalmente substituída pela química ritual.
O Redemoinho (shor / tshor): O texto é obsessivo
com a palavra Shor/Tshor (linhas 1, 5, 12, 13). Refere-se ao movimento
espiralado necessário para a destilação. O clérigo acredita que deve
"girar" as energias e os fluidos dentro da carcaça para que a
separação dos elementos ocorra com perfeição.
⚖️ Veredito da Página 29
A Página 29 é o Manual da Filtragem Terminal. Ela
marca a conclusão da fase botânica preparatória. O clérigo não está mais apenas
envenenando; ele está refinando. O uso de plantas com látex (como a
serralha) serve para "coalhar" o que não presta e liberar o
"soro" purificado da impureza que as ninfas necessitam. Você está no
limiar da transição para os diagramas biológicos.
Disclaimer
Esta é uma interpretação especulativa histórica e criptográfica baseada no método de inversão EVA + raízes hebraicas/bíblicas. Não incentiva rituais, práticas ou crenças. Análise simbólica e acadêmica apenas.
Leia o post anterior: O Manuscrito Voynich: Páginas 26 e 27 (f13v + f14r) – Engenharia da Saturação e Perfuração
Se as páginas anteriores (f13v e f14r) focaram em criar um reservatório interno de veneno, este par de fólios executa a estabilização estrutural e a separação química. O clérigo agora trata a carcaça não como um organismo, mas como um vaso de barro (Choross) projetado para filtrar o "Vinho da Impureza".
I. f14v – O Protocolo do Eco de Dudael e do Arraizamento da Impureza (Osmunda regalis / Samambaia-real)
Página 28 do PDF. A planta é a Osmunda regalis (Samambaia-real), cujas raízes densas e subterrâneas, sem flores visíveis, eram envoltas em mistério medieval e usadas em rituais de proteção ou expulsão de parasitas. O clérigo subverte isso para enraizar o veneno nos órgãos profundos, ancorando a alma permanentemente antes da colheita.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
pdychoiin | niiiohcydp | Piddyon-Chay (פִּדְיוֹן) | Resgate da Vida: Preço pago pela alma em exílio |
yfodain | niadofy | Yisod-Nidda | Fundamento da Impureza: Novo alicerce do corpo |
shokshor | rohskohs | Shorash (שׁוֹרֶשׁ) | Raiz: Enraizamento do veneno nos órgãos |
darody | ydorad | Dira-Dudael (דִּירָה) | Habitação de Dudael: Carcaça como morada definitiva |
dam | mad | Dam (דָּם) | Sangue: Fluido vital agora corrompido |
ctholdg | gdlohtc | Gadol-Chot (גָּדוֹל) | Grande Corte/Pecado: Marca final do ritual |
Tradução Fluida: O Protocolo do Eco de Dudael
"Pelo resgate da vida (Pdychoiin) que eu exijo da carne, estabeleço o novo fundamento da impureza (Yfodain). Amassa a raiz densa sob o manto de Chol até que as gavinhas do veneno se tornem a raiz (Shokshor) que se alimenta da carcaça. O corpo não é mais humano, mas a habitação de Dudael (Darody) na terra. Que o sangue (Dam) estagnado ecoe o chamado das profundezas. Sob o grande corte (Ctholdg) da minha vontade, a alma é ancorada para que não fuja durante a colheita. O rizoma de Azazel está plantado no ventre; o tempo do silêncio terminou, o tempo da extração começou."
Veredito de f14v
A Página 28 é o Manual do Ancoramento Terminal. Com esta samambaia invertida, o clérigo garante que o processo de "bainha" (Nadan) seja permanente. A alma está amarrada pelas raízes ocultas, estruturalmente conectada ao veneno. Esta é a última saturação profunda antes da transição para a interação explícita com as ninfas nos fólios seguintes.
II. f15r – O Protocolo do Redemoinho da Carne e da Destilação de Nidda (Sonchus / Serralha ou Cardo)
Página 29 do PDF. A planta é um Sonchus (Serralha) ou cardo similar, com látex leitoso usado na medicina popular para coalhar fluidos ou tratar verrugas. O clérigo subverte a seiva leitosa para coalhar o sangue, separando humores pesados da essência leve extraída pelas ninfas.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
tshor | rohst | Rosh (רֹאשׁ) | Cabeça/Início: Ponto de partida da destilação |
tchaly | ylaht | Lahat (לַהַט) | Chama: Ardor que separa os humores |
scheaiin | niiaehcs | Shechinah-Nidda | Presença da Impureza: Preenchimento total do vaso |
sal | las | Sal (סַל) | Cesto/Filtro: Peneira dos fluidos |
ykaiin | niiaky | Yayin-Nidda (יַיִן) | Vinho da Impureza: Sangue fermentado |
choross | ssorohc | Cheres (חֶרֶס) | Argila/Vaso: Carcaça endurecida como barro |
Tradução Fluida: O Protocolo do Redemoinho da Carne
"Pela cabeça do redemoinho (Tshor) e pela chama que consome (Tchaly), eu ordeno a separação das águas internas. Amassa o cardo até que seu leite amargo coalhe o vinho da impureza (Ykaiin) dentro das veias. Que a Presença da Impureza (Scheaiin) se estabeleça no filtro (Sal) da carne. O corpo agora é como um vaso de argila (Choross), endurecido e seco por fora, mas fervilhante por dentro com a destilação de Azazel. Pelo redemoinho, os humores pesados descem e a essência leve sobe para o banho das ninfas. O que era humano foi filtrado; resta apenas o licor de Nidda pronto para o gotejamento."
Veredito de f15r
A Página 29 é o Manual da Filtragem Terminal. Ela conclui a fase botânica preparatória. O clérigo refina em vez de apenas envenenar: o látex coalha o impuro, liberando o soro purificado de Nidda que as ninfas demandam. A carcaça é agora uma peneira viva; o limiar para os diagramas biológicos foi cruzado.
Progressão da Liturgia de Transformação
f1r: Juramento.
f1v: Paralisia (Belladonna).
f2r: Tormento febril (Centaurea).
f2v: Sono do Abismo (Lótus).
f3v: Decomposição silenciosa.
f4r: Ancoragem espiritual (Hypericum).
f4v: Laço sufocante (Trepadeira).
f5r: Sudário final (Herba Paris).
f5v: Corrosão da pele/sangue (Urtiga).
f6r: Morte do antídoto (Vencetósigo).
f6v: Semente do exílio (Ricinus).
f7r: Passagem para as águas de Nidda (Lírio d'água).
f7v: Multiplicação da culpa (Polygonum/Potentilla).
f8r: Rede de estrangulamento interno (Hera).
f8v: Cálice de sombras (Silene).
f9r: Bile amarga e cegueira (Celidônia).
f9v: Trindade profana (Viola tricolor).
f10r: Corrosão da vontade e exílio do coração (Scabiosa).
f11v: Prumo de Azazel / Equilíbrio da decomposição (Leonurus).
f13r: Redemoinho do fôlego / Ascensão para o Abismo (Tussilago).
f13v: Retenção da impureza / Sangue estagnado (Crassulaceae).
f14r: Perfuração interna / Colheita da essência (Sagittaria).
f14v: Ancoramento terminal / Rizoma da alma (Osmunda regalis).
f15r: Destilação final / Filtro biológico (Sonchus).
O clérigo transforma plantas de cura em instrumentos de corrupção estrutural e refinamento alquímico. A "Lei Invertida" revela o padrão: o que protege na natureza, condena no ritual.
Ancoramento (ou Rizoma): Refere-se à fixação definitiva e estrutural do veneno nos órgãos profundos, impedindo que a alma se desprenda prematuramente da "bainha" (f14v).
Destilação (ou Filtragem): Define o processo de separação química dos humores, onde o corpo deixa de ser um organismo e passa a funcionar como uma peneira ou refinaria biológica (f15r).
Cheres (Vaso de Barro): Simboliza o estado final da carcaça; um receptáculo endurecido, sem vida humana, servindo apenas como o pote de argila que contém o experimento alquímico.
Yayin-Nidda (Vinho da Impureza): É o produto final refinado; o sangue fermentado e coalhado que atingiu o grau de pureza necessário para ser entregue às ninfas nos fólios seguintes.
Chaves do tempo: Yayin-Nidda, Cheres, Ancoramento e Destilação.
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