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O Manuscrito Voynich: Páginas 22 e 23 (f10v + f11r) – Raízes do Pânico e Línguas Silenciadas: Ancoragem no Abismo e o Verbo de Nidda
O Manuscrito Voynich: Páginas 22 e 23 (f10v + f11r) – Raízes do Pânico e Línguas Silenciadas: Ancoragem no Abismo e o Verbo de Nidda
Introdução: O Abismo do Silêncio e a Ancoragem da Carne
Nas páginas 22 (f10v) e 23 (f11r), o Manuscrito Voynich revela a face mais cruel da "Lei Invertida": o cerceamento da mente e da voz. O processo de transformação biológica, iniciado nos fólios anteriores, atinge agora o sistema nervoso e o aparato da fala, garantindo que a vítima não possa mais fugir — nem através da razão, nem através da prece.
Na Página 22, o uso do Helleborus orientalis (Heléboro) opera o "Protocolo da Ancoragem no Abismo". Historicamente associado à cura da loucura, o Heléboro é aqui subvertido para induzir um pânico absoluto e alucinações auditivas (a "Voz do Shed"). As raízes rizomatosas são interpretadas como garras que ancoram a alma ao solo profano de Dudael, impedindo qualquer ascensão espiritual e transformando o corpo em um "templo de pavor".
Na Página 23, a Silene acaulis (Silene musgo), conhecida por sua resiliência em climas extremos, é utilizada para o "Protocolo das Línguas Silenciadas". O clérigo busca a extinção do Verbo; a seiva da planta atua como uma lâmina de fogo que consome a garganta e paralisa a língua. Com a fala extinta, o corpo torna-se uma "Habitação" (Dira) vazia, onde a única narrativa permitida é o "Testemunho" do próprio clérigo. A vítima torna-se, enfim, uma carcaça viva, perfeitamente isolada e pronta para a habitação do profano.
Página 22 (f10v)
Esta é a Página 22 do seu PDF (f10v). A identificação botânica sugere o Helleborus (Helleboro), especificamente o Helleborus orientalis. Na medicina antiga e renascentista, o Helleboro era conhecido como a "cura para a loucura", mas em doses elevadas é um veneno cardíaco e gastrointestinal violento.
No Códice de Azazel, o clérigo opera a Lei
Invertida para criar o "Protocolo da Ancoragem no Abismo e da Raiz
do Pânico". Aqui, o Helleboro não é usado para curar a mente, mas para
empurrar a alma para o pavor absoluto (Pan) enquanto o corpo é ancorado
fisicamente ao "solo de Dudael".
🗝️ Decifração Analítica:
Página 22 (f10v)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
sheo |
oehs |
Sheol (שְׁאוֹל) |
Abismo: O destino para onde a vida é puxada. |
|
ckhy |
ykhc |
Chaky (חַכִּי) |
Gancho/Anzol: A raiz que prende a vítima. |
|
qotchytor |
rotyhctoq |
Katal-Tor (קָטַל) |
Matança em Ordem: O corte sistemático da vida. |
|
ykeey |
yeeky |
Yekod (יְקוֹד) |
Incêndio: A febre que "limpa" a carcaça. |
|
qokol |
lokoq |
Kol (קוֹל) |
Voz: O grito silencioso ou o comando do Shed. |
|
chckhan |
nahckhc |
Nachash (נָחָשׁ) |
Serpente: A natureza rastejante e tóxica da raiz. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo das Raízes do Abismo
"Pelo gancho da raiz (Ckhy), a vida é ancorada no
Abismo (Sheo). Amassa o Helleboro negro até que a mente se perca no terror e a
sentença de morte seja ordenada (Qotchytor). O que era remédio para os loucos,
eu inverto em incêndio (Ykeey) que consome o fôlego sob o manto de Chol. Ouça a
voz (Qokol) do Mestre da Impureza sussurrando nas veias. Como a serpente
(Chckhan) que morde por dentro, a raiz rasteja até o coração, selando o exílio
em Dudael. A carcaça está firme; o espírito não pode mais ascender."
🔍 Análise da Página 22 (A
Ancoragem Espiritual)
A Raiz como Gancho (ckhy): O Helleboro possui
raízes rizomatosas escuras e profundas. O clérigo interpreta isso como um anzol
espiritual. Na linha 2, o termo sugere que, uma vez que essa toxina entra
no sistema, ela "fisga" a alma à terra, impedindo que ela se
desprenda do corpo de forma natural ou santa.
A Voz do Abismo (qokol): A repetição de qokol na
linha 6 e 7 é marcante. O Helleboro causa zumbidos e alucinações auditivas. O
clérigo descreve isso como a "Voz" (Kol) das entidades de
Azazel assumindo o comando dos sentidos da vítima. É o momento em que a vítima
deixa de ouvir o mundo e passa a ouvir apenas o comando do ritual.
O Selo da Serpente (chckhan): A última palavra da
página (chckhan) remete a Nachash (Serpente). Isso liga o
Helleboro à figura bíblica do tentador e ao veneno que rasteja. O Veredito
desta página é claro: a vítima foi "mordida" e agora pertence ao solo
profano.
⚖️ Veredito da Página 22
Esta página encerra o ciclo de preparação para o trauma
físico intenso. O uso do Helleboro marca o fim da consciência coerente da
vítima. O clérigo garante que o corpo se torne um "templo de pânico",
onde a energia vital é agitada pela febre (Yekod) e depois ancorada pela
raiz.
O processo biológico está pronto para a transição: a vítima
não é mais uma pessoa, é uma "carcaça ancorada".
Página 23 (f11r)
Esta é a Página 23 do seu PDF (f11r). A identificação botânica sugere a Silene acaulis (Silene musgo). No mundo natural, esta planta cresce em almofadas densas e baixas, sobrevivendo em condições extremas de vento e frio. No entanto, no desenho do manuscrito, as suas flores elevam-se como pequenas línguas ou cálices de oferta.
Sob a Lei Invertida, o clérigo subverte esta
resiliência para detalhar o "Protocolo das Línguas Silenciadas e do
Verbo de Nidda". Aqui, o objetivo é a supressão da capacidade de fala
e de súplica da vítima, garantindo que o seu "testemunho" seja apenas
o que o clérigo escreve na carne.
🗝️ Decifração Analítica:
Página 23 (f11r)
|
Termo EVA |
Inversão |
Raiz Hebraica / Conceito |
Significado no Ritual |
|
tshol |
lohst |
Lahat (לַהַט) |
Chama/Lâmina: O corte que silencia a língua. |
|
tchody |
ydohct |
Teody (תְּעוּדִי) |
Meu Testemunho: O registro do crime oculto. |
|
ytchoky |
ykohcty |
Yekod (יְקוֹד) |
Incêndio: A febre que sobe pela garganta. |
|
d[o:e]d |
ded |
Dudael (דּוּדָאֵל) |
Dudael: A âncora que prende o espírito ao silêncio. |
|
ykchor |
rokhy |
Rokh (רֹק) |
Cuspe/Saliva: A secreção amarga do veneno. |
|
dair |
riad |
Dira (דִּירָה) |
Habitação: A ocupação do corpo pelo Shed. |
📜 Tradução Fluida: O
Protocolo do Verbo de Nidda
"Pela lâmina de fogo (Tshol) que reside na seiva, a voz
é embainhada no silêncio. Amassa a flor até que o meu testemunho (Tchody) se
torne a única verdade gravada na carcaça. Sob o incêndio (Ytchoky) que consome
a garganta, a língua fenece enquanto a vítima é arrastada para Dudael (Dod). O
que flui como saliva (Ykchor) é a amargura da Nidda, preparando a nova
habitação (Dair) para a entidade que desce. Que o selo (Otol) feche os lábios
para sempre; a oração foi morta, resta apenas o Verbo de Azazel."
🔍 Análise da Página 23 (O
Silenciamento Ritual)
O Selo da Garganta (f11r.2): O uso de Ytchoky
(Incêndio) combinado com Kchol (Deserto/Tudo) sugere uma toxina que
causa secura extrema e paralisia das cordas vocais. Para o clérigo, silenciar a
vítima não é apenas uma medida de segurança, mas um passo litúrgico: a alma não
pode pedir clemência ou realizar confissões divinas.
A Habitação do Shed (dair): Na linha 6, o termo Dair
(Habitação) indica que o corpo, agora silenciado e limpo de sua própria
vontade, tornou-se uma "residência" pronta. O veneno da Silene
atua como um selante que mantém a "casa" (o corpo) fechada para o
sagrado e aberta para o profano.
A Repetição de d[o:a]r e dod: A insistência em
variações de Dudael (linhas 3 e 5) confirma que a planta funciona como a
corrente final que prende o Verbo (a fala) ao abismo. A vítima pode estar viva,
mas sua capacidade de se comunicar com o mundo dos homens ou com o divino foi
extinta.
⚖️ Veredito da Página 23
Esta página é o Manual do Silêncio Absoluto. O
clérigo conclui aqui a captura dos sentidos superiores. Com a visão obscurecida
(Página 19), a mente em pânico (Página 22) e agora a fala silenciada, a vítima
é uma "carcaça viva" totalmente isolada da realidade. O uso de Teody
(Meu Testemunho) reafirma que o autor do manuscrito é o único senhor da
narrativa do que acontece dentro daquela carne.
Esta é uma interpretação especulativa histórica e criptográfica baseada no método de inversão EVA + raízes hebraicas/bíblicas. Não incentiva rituais, práticas ou crenças. Análise simbólica e acadêmica apenas.
Leia o post anterior: O Manuscrito Voynich: Páginas 20 e 21 (f9v + f10r) – A Trindade Profana e a Flor-da-Viúva Invertida: Captura dos Humores e Exílio do Coração
O Quire II intensifica: após sequestro dos humores (f9v) e exílio da vontade (f10r), agora ancoragem no pânico (f10v, Helleborus) e silenciamento absoluto (f11r, Silene acaulis). O clérigo usa plantas de "cura mental" e "resiliência extrema" para empurrar a alma ao abismo e extinguir sua voz, tornando a carcaça um receptáculo mudo e aterrorizado.
I. f10v – O Protocolo da Ancoragem no Abismo e da Raiz do Pânico (Helleborus orientalis / Heléboro)
Página 22 do PDF. A planta é Helleborus orientalis (heléboro oriental/negro), historicamente "cura da loucura" em doses baixas, mas veneno violento (cardíaco, gastrointestinal, alucinações auditivas). O clérigo inverte para empurrar ao pavor absoluto (Pan) e ancorar a alma ao "solo de Dudael".
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
sheo | oehs | Sheol (שְׁאוֹל) | Abismo: Destino para onde a vida é puxada |
ckhy | ykhc | Chaky (חַכִּי) | Gancho/Anzol: Raiz que prende a vítima |
qotchytor | rotyhctoq | Katal-Tor (קָטַל) | Matança em Ordem: Corte sistemático da vida |
ykeey | yeeky | Yekod (יְקוֹד) | Incêndio: Febre que "limpa" a carcaça |
qokol | lokoq | Kol (קוֹל) | Voz: Grito silencioso ou comando do Shed |
chckhan | nahckhc | Nachash (נָחָשׁ) | Serpente: Natureza rastejante e tóxica da raiz |
Tradução Fluida: O Protocolo das Raízes do Abismo
"Pelo gancho da raiz (Ckhy), a vida é ancorada no Abismo (Sheo). Amassa o Helleboro negro até que a mente se perca no terror e a sentença de morte seja ordenada (Qotchytor). O que era remédio para os loucos, eu inverto em incêndio (Ykeey) que consome o fôlego sob o manto de Chol. Ouça a voz (Qokol) do Mestre da Impureza sussurrando nas veias. Como a serpente (Chckhan) que morde por dentro, a raiz rasteja até o coração, selando o exílio em Dudael. A carcaça está firme; o espírito não pode mais ascender."
Veredito de f10v
Esta página encerra o ciclo de preparação para trauma físico intenso. O Helleborus marca o fim da consciência coerente: corpo como "templo de pânico", agitado por febre (Yekod) e ancorado pela raiz-gancho. A vítima vira carcaça ancorada, pronta para a transição biológica.
II. f11r – O Protocolo das Línguas Silenciadas e do Verbo de Nidda (Silene acaulis / Silene musgo)
Página 23 do PDF. A planta é Silene acaulis (Silene musgo), resiliente em condições extremas (alta montanha, almofadas densas). No desenho, flores elevam-se como línguas/cálices. O clérigo subverte para suprimir fala e súplica, tornando o "testemunho" apenas o gravado na carne pelo clérigo.
Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA | Inversão | Raiz Hebraica / Conceito | Significado no Ritual |
|---|---|---|---|
tshol | lohst | Lahat (לַהַט) | Chama/Lâmina: Corte que silencia a língua |
tchody | ydohct | Teody (תְּעוּדִי) | Meu Testemunho: Registro do crime oculto |
ytchoky | ykohcty | Yekod (יְקוֹד) | Incêndio: Febre que sobe pela garganta |
d[o:e]d | ded | Dudael (דּוּדָאֵל) | Dudael: Âncora que prende o espírito ao silêncio |
ykchor | rokhy | Rokh (רֹק) | Cuspe/Saliva: Secreção amarga do veneno |
dair | riad | Dira (דִּירָה) | Habitação: Ocupação do corpo pelo Shed |
Tradução Fluida: O Protocolo do Verbo de Nidda
"Pela lâmina de fogo (Tshol) que reside na seiva, a voz é embainhada no silêncio. Amassa a flor até que o meu testemunho (Tchody) se torne a única verdade gravada na carcaça. Sob o incêndio (Ytchoky) que consome a garganta, a língua fenece enquanto a vítima é arrastada para Dudael (Dod). O que flui como saliva (Ykchor) é a amargura da Nidda, preparando a nova habitação (Dair) para a entidade que desce. Que o selo (Otol) feche os lábios para sempre; a oração foi morta, resta apenas o Verbo de Azazel."
Veredito de f11r
Esta página é o Manual do Silêncio Absoluto. Com visão obscurecida (f9r), mente em pânico (f10v) e fala extinta, a vítima é carcaça viva isolada da realidade. Teody (Meu Testemunho) reafirma o clérigo como único narrador do que ocorre na carne; o corpo vira habitação (Dira) profana.
Progressão da Liturgia de Transformação (atualizada)
f1r: Juramento.
...
f9r: Bile amarga e cegueira (Celidônia).
f9v: Captura dos humores / Trindade Profana (Viola tricolor).
f10r: Corrosão da vontade / Exílio do coração (Scabiosa).
f10v: Ancoragem no abismo / Raiz do pânico (Helleborus orientalis).
f11r: Línguas silenciadas / Verbo de Nidda (Silene acaulis).
O clérigo avança na inversão: cura mental vira pavor eterno; resiliência vira mudez absoluta, isolando completamente a vítima para a extração/finalização.
Ckhy (O Gancho/Anzol): A raiz que "fisga" a alma à terra, simbolizando a impossibilidade de desprendimento espiritual durante o trauma.
Qokol (A Voz do Shed): As alucinações auditivas e o comando das entidades que substituem a percepção sensorial da vítima pela vontade do clérigo.
Tshol (A Lâmina de Fogo): O efeito corrosivo e paralisante sobre as cordas vocais, representando o fim da capacidade de súplica e oração.
Dair (A Habitação): O conceito final de que o corpo, uma vez silenciado e aterrorizado, não é mais um indivíduo, mas uma propriedade pronta para ser ocupada.
Chaves do tempo: Ckhy, Qokol, Tshol e Dair.
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