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O Manuscrito Voynich: Páginas 36 e 37 (f18v + f19r) – Do Vácuo ao Lodo Primordial

O Manuscrito Voynich: Páginas 36 e 37 (f18v + f19r) – Do Vácuo ao Lodo Primordial

Introdução às Páginas 36 e 37: Do Vácuo ao Lodo Primordial

Com o encerramento da automação biológica, o clérigo de Azazel atinge o estado de Maturação Química. Estas páginas representam o fim do corpo como organismo e o início do corpo como Vaso de Decantação.

Na Página 36, assistimos à exalação final — o "Suspiro de Azazel" —, onde o vácuo interno é criado. Na Página 37, esse vácuo é preenchido pelo sedimento denso (o lodo) que servirá de nutriente para as ninfas. O clérigo deixa de ser um cirurgião para se tornar um Oleiro das Trevas, moldando o resíduo da morte em matéria-prima para o Elixir.

Página 36 (f18v)

Esta é a Página 36 do seu PDF (f18v). A identificação botânica sugere uma planta com raízes complexas e flores que lembram a Lycopsis arvensis ou uma espécie de Anchusa. No Voynich, esta planta é frequentemente associada à seção farmacêutica final (f102r), o que reforça que estamos no momento de preparação do elixir.

Sob a Lei Invertida, o clérigo detalha o "Protocolo da Saturação do Caldeirão e o Suspiro de Azazel". Se a página anterior tratava da filtragem, esta foca no acúmulo: o momento em que o fluido coletado atinge o "ponto de ebulição" espiritual antes de ser distribuído.


🗝️ Decifração Analítica: Página 36 (f18v)

Termo EVA

Inversão

Raiz Hebraica / Conceito

Significado no Ritual

told.shor

rohsh-dlot

Rosh-Dalot (דַּלּוּת)

Topo da Escassez: O esvaziamento total da vida original.

qoeees

seeeoq

Siyach (שִׂיחַ)

Suspiro/Meditação: O som do gás escapando da carcaça.

qokam

makoq

Madaq (מָרַק)

Refinado/Purga: O licor em seu estado mais puro.

ychoees

seeoihcy

Yatza-Siach

Saída do Suspiro: A última exalação do corpo-bainha.

ykar

raky

Raik (רֵיק)

Vácuo/Vazio: O estado final do interior do vaso.

dom

mod

Dam (דָּם)

Sangue: A presença constante do reagente.


📜 Tradução Fluida: O Protocolo do Suspiro de Azazel

"Pelo topo da escassez (Told.shor) onde a vida se apaga, eu comando a saturação do caldeirão. Escuta o suspiro de Azazel (Qoeees) que emana da carcaça enquanto o espírito é ventilado para o abismo. O que flui agora é o licor refinado (Qokam), livre das escórias da humanidade. Eu ordeno a saída do suspiro final (Ychoees); que o interior do vaso seja um vácuo perfeito (Ykar), pronto para ser preenchido apenas pelo sangue de Nidda (Dom). O ciclo da terra fenece; a destilação na sombra ferve. O reagente está maduro para as ninfas."


🔍 Análise da Página 36 (A Exalação Térmica)

O Suspiro Final (qoeees / ychoees): A repetição de variações da raiz Siach (Suspiro/Fala) sugere que o processo químico de decomposição e destilação gera gases. O clérigo interpreta o som desses gases saindo da carcaça como a "voz" ou o "suspiro" da entidade (o Shed) ocupando o vácuo deixado pela alma.

O Vácuo Espiritual (ykar): O termo Raik (Vazio) na linha 6 confirma que o objetivo foi atingido. Para que o veneno de Azazel tenha potência total, não pode haver "sobras" da alma anterior. O corpo deve ser uma página em branco, um vaso evacuado de toda luz.

O Sangue Ritual (dom): A última palavra da página, Dom (Invertido: Dam - Sangue), sela o fólio. É a assinatura de que o fluido está pronto. O clérigo não precisa mais de plantas; ele agora tem o Elixir.


⚖️ Veredito da Página 36

Esta página encerra definitivamente a lógica de "preparação botânica". O clérigo descreve uma carcaça que agora está vazia (Ykar) e que apenas exala os vapores da transmutação (Qoeees). O "Veredito do Sangue" (Dom) indica que o próximo passo é a Seção Biológica.


🗝️ As 4 Palavras-Chave da Transição Biológica (A partir de f19r)

Agora que saímos da botânica e entramos na fase de processamento, as chaves mudam para refletir a Hidráulica da Alma:

  1. Madaq (מָרַק) – Purga/Refino: O processo de destilar o sangue de Nidda nos tubos.
  2. Siach (שִׂיחַ) – Suspiro/Vapor: A energia volátil que move as ninfas nos banhos.
  3. Dud (דּוּד) – Caldeirão: O sistema de banheiras e tubos onde o licor é processado.
  4. Rachatz (רָחַץ) – Lavagem: A imersão das ninfas (ou da matéria biológica) no reagente puro.

 

Página 37 (f19r)

Esta é a Página 37 do seu PDF (f19r). A planta apresenta raízes curtas e ramificadas com folhagem densa, identificada como uma possível Scrophularia ou similar. Na medicina antiga, era usada para "limpar" feridas profundas e tratar o "mal do rei" (escrófula).

No Códice de Azazel, o clérigo subverte essa capacidade de limpeza profunda para o "Protocolo do Sedimento de Azazel e a Primeira Inundação". Aqui, o foco sai da superfície e mergulha nas "profundezas do vaso". O clérigo descreve o acúmulo do Sedimento (Lodo) no fundo da carcaça, que servirá de nutriente para o que ele chama de "progênie" nos banhos biológicos.


🗝️ Decifração Analítica: Página 37 (f19r)

Termo EVA

Inversão

Raiz Hebraica / Conceito

Significado no Ritual

pchor

rohcp

Pachar (פֶּחָר)

Oleiro: O clérigo moldando o lodo interno.

qodchy

yhcdok

Kodesh-Qayin

Santidade de Caim: A consagração do assassinato.

oscheor

roehcs

Shachor (שָׁחֹר)

Negrum: A cor do sedimento terminal.

qokorar

rarokoq

Rakab-Arar

Podridão Amaldiçoada: O lodo que nutre o Shed.

chan

nahc

Nachan (נָחָן)

Repousar: O fluido que assenta no fundo.

ytchor

rohcty

Yitzchar (יִצְהָר)

Óleo/Brilho: O aspecto gorduroso do reagente.


📜 Tradução Fluida: O Protocolo do Sedimento de Azazel

"Como o oleiro (Pchor) que molda o barro das trevas, eu consagro o sangue no pacto de Caim (Qodchy). Que o negrum (Oscheor) se acumule nas entranhas até que a podridão amaldiçoada (Qokorar) assente no fundo do vaso. Eu ordeno que o fluido repouse (Chan) e se transforme no óleo da impureza (Ytchor), espesso e escuro como a noite de Dudael. O que era carne viva agora é o lodo que alimenta os canos. Deixa que o sedimento fermente sob o meu selo; a inundação está próxima e o reservatório está pesado com a colheita do exílio."


🔍 Análise da Página 37 (O Lodo Primordial)

O Clérigo Oleiro (pchor): A raiz Pachar (Oleiro/Barro) na linha 1 é um paralelo sombrio ao Criador. Enquanto o Deus bíblico moldou o homem do barro para a vida, o clérigo molda o "lodo" dentro da carcaça para a transmutação. Ele está criando uma "nova vida" a partir da decomposição.

O Óleo da Impureza (ytchor): O termo Yitzchar (Óleo fresco/Brilho) na linha 13 descreve a textura do fluido de Nidda neste estágio. Ele não é mais apenas sangue; é uma substância oleosa, densa e rica em "essência", pronta para lubrificar os canos e alimentar as ninfas.

O Repouso do Reagente (chan): Na linha 7, Nachan indica que o processo de "agitação" terminou. O clérigo precisa que o sedimento assente para que a separação entre o "Soro de Nidda" (límpido) e o "Lodo de Azazel" (denso) seja concluída.


⚖️ Veredito da Página 37

Esta página detalha a Geração do Subproduto. O clérigo parou de "atacar" a vítima e começou a "cultivar" o resíduo. O corpo-bainha é agora um tanque de decantação. A menção ao "Óleo" e ao "Negrum" prepara o terreno para as imagens de ninfas mergulhadas em fluidos escuros que veremos em breve.

Disclaimer

Esta é uma interpretação especulativa histórica e criptográfica baseada no método de inversão EVA + raízes hebraicas/bíblicas. Não incentiva rituais, práticas ou crenças. Análise simbólica e acadêmica apenas.
Leia o post anterior: O Manuscrito Voynich: Páginas 34 e 35 (f17v + f18r) – Rompimento e Purificação Final
Com o encerramento da automação biológica, o clérigo de Azazel atinge o estado de Maturação Química. Estas páginas representam o fim do corpo como organismo e o início do corpo como Vaso de Decantação. Na Página 36, assistimos à exalação final — o "Suspiro de Azazel" —, onde o vácuo interno é criado. Na Página 37, esse vácuo é preenchido pelo sedimento denso (o lodo) que servirá de nutriente para as ninfas. O clérigo deixa de ser um cirurgião para se tornar um Oleiro das Trevas, moldando o resíduo da morte em matéria-prima para o Elixir.
I. f18v – O Protocolo da Saturação do Caldeirão e o Suspiro de Azazel (Lycopsis arvensis ou Anchusa, planta com raízes complexas e flores)
Página 36 do PDF. A planta apresenta raízes complexas e flores que lembram espécies como Lycopsis arvensis ou Anchusa (bugloss de campo ou similar, com raízes ramificadas usadas historicamente em tintas ou remédios). No contexto do Voynich, há conexões especulativas com f102r (seção farmacêutica), reforçando o momento de preparação do elixir. O clérigo subverte isso para descrever o acúmulo do licor no "ponto de ebulição" espiritual, criando vácuo após a exalação final.

Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA
Inversão
Raiz Hebraica / Conceito
Significado no Ritual
told.shor
rohsh-dlot
Rosh-Dalot (דַּלּוּת)
Topo da Escassez: Esvaziamento total da vida original
qoeees
seeeoq
Siyach (שִׂיחַ)
Suspiro/Meditação: Som do gás escapando da carcaça
qokam
makoq
Madaq (מָרַק)
Refinado/Purga: Licor em estado mais puro
ychoees
seeoihcy
Yatza-Siach
Saída do Suspiro: Última exalação do corpo-bainha
ykar
raky
Raik (רֵיק)
Vácuo/Vazio: Estado final do interior do vaso
dom
mod
Dam (דָּם)
Sangue: Presença constante do reagente

Tradução Fluida: O Protocolo do Suspiro de Azazel
"Pelo topo da escassez (Told.shor) onde a vida se apaga, eu comando a saturação do caldeirão. Escuta o suspiro de Azazel (Qoeees) que emana da carcaça enquanto o espírito é ventilado para o abismo. O que flui agora é o licor refinado (Qokam), livre das escórias da humanidade. Eu ordeno a saída do suspiro final (Ychoees); que o interior do vaso seja um vácuo perfeito (Ykar), pronto para ser preenchido apenas pelo sangue de Nidda (Dom). O ciclo da terra fenece; a destilação na sombra ferve. O reagente está maduro para as ninfas."

Veredito de f18v
Esta página encerra definitivamente a lógica de "preparação botânica". O clérigo descreve uma carcaça que agora está vazia (Ykar) e que apenas exala os vapores da transmutação (Qoeees). O "Veredito do Sangue" (Dom) indica que o próximo passo é a Seção Biológica.

II. f19r – O Protocolo do Sedimento de Azazel e a Primeira Inundação (Scrophularia ou similar, raízes curtas e folhagem densa)
Página 37 do PDF. A planta apresenta raízes curtas e ramificadas com folhagem densa (possivelmente Scrophularia ou similar, usada historicamente para "limpar" feridas profundas e tratar escrófula). O clérigo subverte essa "limpeza profunda" para descrever o acúmulo do sedimento (lodo) no fundo da carcaça, nutriente para o que virá nos banhos biológicos.

Decifração Analítica (seleção chave)
Termo EVA
Inversão
Raiz Hebraica / Conceito
Significado no Ritual
pchor
rohcp
Pachar (פֶּחָר)
Oleiro: Clérigo moldando o lodo interno
qodchy
yhcdok
Kodesh-Qayin
Santidade de Caim: Consagração do assassinato
oscheor
roehcs
Shachor (שָׁחֹר)
Negrum: Cor do sedimento terminal
qokorar
rarokoq
Rakab-Arar
Podridão Amaldiçoada: Lodo que nutre o Shed
chan
nahc
Nachan (נָחָן)
Repousar: Fluido que assenta no fundo
ytchor
rohcty
Yitzchar (יִצְהָר)
Óleo/Brilho: Aspecto gorduroso do reagente

Tradução Fluida: O Protocolo do Sedimento de Azazel
"Como o oleiro (Pchor) que molda o barro das trevas, eu consagro o sangue no pacto de Caim (Qodchy). Que o negrum (Oscheor) se acumule nas entranhas até que a podridão amaldiçoada (Qokorar) assente no fundo do vaso. Eu ordeno que o fluido repouse (Chan) e se transforme no óleo da impureza (Ytchor), espesso e escuro como a noite de Dudael. O que era carne viva agora é o lodo que alimenta os canos. Deixa que o sedimento fermente sob o meu selo; a inundação está próxima e o reservatório está pesado com a colheita do exílio."

Veredito de f19r
Esta página detalha a Geração do Subproduto. O clérigo parou de "atacar" a vítima e começou a "cultivar" o resíduo. O corpo-bainha é agora um tanque de decantação. A menção ao "Óleo" e ao "Negrum" prepara o terreno para as imagens de ninfas mergulhadas em fluidos escuros que veremos em breve.

Progressão da Liturgia de Transformação
f1r: Juramento.
f1v: Paralisia (Belladonna).
f2r: Tormento febril (Centaurea).
f2v: Sono do Abismo (Lótus).
f3v: Decomposição silenciosa.
f4r: Ancoragem espiritual (Hypericum).
f4v: Laço sufocante (Trepadeira).
f5r: Sudário final (Herba Paris).
f5v: Corrosão da pele/sangue (Urtiga).
f6r: Morte do antídoto (Vencetósigo).
f6v: Semente do exílio (Ricinus).
f7r: Passagem para as águas de Nidda (Lírio d'água).
f7v: Multiplicação da culpa (Polygonum/Potentilla).
f8r: Rede de estrangulamento interno (Hera).
f8v: Cálice de sombras (Silene).
f9r: Bile amarga e cegueira (Celidônia).
f9v: Trindade profana (Viola tricolor).
f10r: Corrosão da vontade e exílio do coração (Scabiosa).
f11v: Prumo de Azazel / Equilíbrio da decomposição (Leonurus).
f13r: Redemoinho do fôlego / Ascensão para o Abismo (Tussilago).
f13v: Retenção da impureza / Sangue estagnado (Crassulaceae).
f14r: Perfuração interna / Colheita da essência (Sagittaria).
f14v: Ancoramento terminal / Rizoma da alma (Osmunda regalis).
f15r: Destilação final / Filtro biológico (Sonchus).
f15v: Sucção das sombras / Entrega aos poros (Paris quadrifolia).
f16r: Amarração espiritual / Dormência de Nidda (Cannabis sativa).
f16v: Pulso invertido / Orvalho de Azazel (Planta cardiotônica).
f17r: Ventilação da alma / Primeiro gotejamento (Adiantum / Avenca).
f17v: Primeira vertente / Batismo de Azazel (Tamus/Smilax, trepadeira).
f18r: Lavagem de Nidda / Selo do escoamento (Cynoglossum/Lappula, gancho filtrante).
f18v: Saturação do caldeirão / Suspiro de Azazel (Lycopsis/Anchusa).
f19r: Sedimento de Azazel / Primeira inundação (Scrophularia ou similar).
O clérigo transforma plantas de cura em instrumentos de maturação química e decantação. A "Lei Invertida" revela o padrão: o que limpa na natureza, contamina e nutre no ritual. A seção herbal chega ao fim; o vaso de decantação está pronto para as ninfas.
(Transição Biológica):
  • Madaq (מָרַק) – Purga/Refino: O processo de destilar o sangue de Nidda nos tubos.
  • Siach (שִׂיחַ) – Suspiro/Vapor: A energia volátil que move as ninfas nos banhos.
  • Dud (דּוּד) – Caldeirão: O sistema de banheiras e tubos onde o licor é processado.
  • Rachatz (רָחַץ) – Lavagem: A imersão das ninfas (ou da matéria biológica) no reagente puro.
Chaves do tempo: Madaq, Siach, Dud e Rachatz.

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