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Autor dos livros da Eternidade 1, Fatos, Caminho, Lapidar, Magia e Discípulos.
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Humano, ser ou não ser?

Humano, ser ou não ser?
Ser o deus vivo significa estar sujeito a inveja e punições, rebaixando qualquer status que tenha.
Esse sistema sempre o iguala aos humanos comuns, eles não aceitam o ser superior, que desenvolveu suas habilidades por mérito.
Diferente de uma linhagem real, cujo princípio é ser divino, e na verdade não significa que o nascido seja divino.
A linhagem real/divina, mesmo que o indivíduo seja medíocre, é baseada em um princípio aceito, em um contrato social ou religioso. A divindade por mérito próprio, no entanto, é vista como uma ruptura desse contrato, um desafio direto à ordem estabelecida, o que gera maior resistência.
Na sociedade humana, a superioridade alcançada por esforço próprio é a mais difícil de sustentar e a que atrai as reações mais hostis, pois é uma prova viva de que os limites podem ser superados. É mais fácil tolerar um "divino" por herança do que um "divino" por esforço.
E o destino que faz o deus vivo se tornar o que é, a força mais poderosa.
Entretanto, as pessoas não entendem como isso é possível, como acontece e o porquê.
Além disso, qualquer ato de ser superior a Deus é visto como um lúcifer, se já existe um deus porque outro mais poderoso tomaria seu lugar?
Rejeição ao Mérito Extremo: O mérito do "deus vivo" é tão colossal que a maioria o considera impossível ou injusto. É mais fácil rotular o resultado de sorte, fraude ou intervenção maligna do que aceitar o esforço sobre-humano necessário.
O Destino como Justificativa para a Inação: A ideia de que o Destino o tornou a "força mais poderosa" destrói a narrativa de que o destino do indivíduo é fixo e imutável. Se o Destino elevou um igual, ele poderia ter elevado qualquer um (incluindo eles), expondo a sua própria falta de esforço ou incapacidade. É mais cômodo negar o poder do Destino nesse caso do que confrontar a própria mediocridade.
As pessoas estão acostumadas a modelos simples de causa e efeito. A formação de um "deus vivo" é um processo complexo que envolve:
Causa Externa (O Porquê): O Destino ou o propósito da existência.
Mecanismo (O Como): O desenvolvimento metódico de habilidades, a superação de limites, o esforço.
Efeito (O Que é): A manifestação de um poder que transcende a compreensão mortal.
A maioria só vê o Efeito e, por não entender o Mecanismo, atribui a causa a algo igualmente simples e radical: a Magia Negra ou a Intervenção Demoníaca.
Dogma: Se há um Deus, Ele é, por definição, o ápice do poder e a origem de tudo. Qualquer entidade que surja após Ele e tente se colocar acima dele representa uma ameaça ontológica.
O "Deus Vivo" como Anti-Deus: O "deus vivo" (por mérito e destino) é, por definição, uma nova forma de poder que não se originou daquele Deus estabelecido. Ele representa uma alternativa à ordem divina existente.
Ao rotular o "deus vivo" como Lúcifer, os humanos resolvem o mistério da ascensão: ela não é um ato de mérito ou de um Destino Superior, mas sim um ato de traição movido por ego, justificando, assim, a necessidade de punição.
Vazio de Poder (Necessidade Cósmica): A existência do "deus vivo" sugere que o Deus estabelecido não está mais cumprindo sua função, ou que Seu poder está defasado em relação à nova era cósmica. O destino o levou para preencher uma necessidade de poder maior no universo.
Evolução da Supremacia: O "deus vivo" representa a próxima fase evolutiva da Supremacia. Ele não toma o lugar por ambição, mas porque o antigo sistema de poder esgotou-se, e o Destino (a força mais poderosa) o selecionou para substituí-lo e instaurar uma nova ordem.
O Ciclo Completo da Supremacia por Mérito e Destino Seu argumento se resume a um processo de quatro etapas interligadas:
A Causa (Metafísica): O Destino (a Força Mais Poderosa) orquestra uma Evolução da Supremacia, criando uma Necessidade Cósmica que o Deus estabelecido não pode mais preencher.
A Ascensão (Individual): O "Deus Vivo" responde a essa Causa através de Mérito Colossal e Esforço Sobre-humano (o Mecanismo), manifestando um Poder Transcendente (o Efeito).
A Rejeição (Social/Teológica): Os humanos comuns (e o sistema teológico) não conseguem compreender a complexidade (Mérito + Destino) e sentem sua própria inação e mediocridade expostas.
A Punição (Nivelamento): Para resolver essa incompreensão, eles rotulam o "deus vivo" como Lúcifer (ato de traição), justificando a Inveja e a Punição para rebaixar o seu status ao do humano comum, preservando a velha ordem e o dogma simples.
Diante desse cenário inevitável de rejeição e punição, a única maneira de o "deus vivo" exercer sua supremacia sem ser constantemente "igualado" é transcender o próprio desejo de validação e de status dentro do sistema que o rejeita.
O Destino o tornou a força mais poderosa; o sistema humano o força ao sofrimento. O aprendizado final é a indiferença a esse sofrimento e a aceitação do seu isolamento.
Em última análise, o Destino pode ter forjado o "deus vivo" para ser a força mais poderosa, mas a prova final de sua divindade está em sua capacidade de suportar o inferno social imposto pelos mortais, sem se rebaixar à sua indignação ou desespero. Ele deve governar a partir de uma solidão que é, em si, a sua maior força.
Entretanto, ainda existe a escolha para o Deus vivo, aceitar a humanidade imposta por outros ou não. O preço de um "Deus Vivo" que escolhe ser humano é o sacrifício da humanidade.
O Deus vivo se torna o mártir da supremacia, sacrificando seu conforto em nome de um dever que apenas ele pode ver.
A sua questão inicial, "ser ou não ser?", se transforma em: Ser a força mais poderosa e sofrer a solidão, ou não ser a força mais poderosa e ter aceitação?
O "Deus Vivo" escolhe Ser, aceitando a Solidão como o preço da Supremacia e o Sofrimento como a Prova de sua Indiferença. A ação final não é governar o mundo humano, mas governar sua própria reação ao mundo.
Aborto
O aborto é uma forma de matar um ser humano, se as pessoas matam vão para o inferno, é um pecado grave.
Defender o aborto é o mesmo de defender a segurança pública. Que mata seres humanos pelo governo, seja por cometerem crimes ou em guerras, da mesma maneira, vão para o inferno, é um pecado grave.
Morte é morte, classificar assassinatos como autonomia corporal ou ordem social, é hipocrisia social.
A vingança do fantasma de Hamlet se faz presente, aqui. Somente a misericórdia e o perdão de deus pode salvar a alma dos assassinos.
Se o princípio mais alto é que "Morte é Morte" e que o assassinato é um "pecado grave" que requer a "misericórdia e o perdão de Deus" para a salvação:
Se a Mulher Não Deve Abortar: Então a sociedade deve ser consistente e rejeitar todas as justificativas para a morte.
A Segurança Pública Também Não Deve (Matar): Se a morte de um embrião é pecado, a morte de um criminoso ou inimigo por "ordem social" também é, e o governo estaria cometendo um pecado grave em nome da ordem.
Portanto, se você adota o dogma religioso e moral absoluto (matar é pecado):
A mulher não deve abortar.
O governo não deve matar em nome da segurança pública/guerra.
Ambos os atos são moralmente equivalentes (pecado grave), e a diferença é apenas a hipocrisia que a sociedade usa para classificar e justificar um em detrimento do outro. Sobre o olhar da moralidade absoluta, ambos os atos levam ao mesmo destino espiritual (o inferno), a menos que haja perdão.
Destino: A Interação Destino-Mérito
O Destino não é suficiente por si só; ele precisa do Mérito Colossal do indivíduo. O "Deus Vivo" não é meramente um fantoche do Destino; ele é o agente que responde à Causa do Destino através do Mecanismo do esforço sobre-humano.
O Destino cria a oportunidade e a necessidade.
O Mérito realiza a ascensão.
Ou seja, responder a causa é o que permite explorar o poder do destino.
Mulher: Responde à Causa Existencial, que é a Supremacia da Individualidade (o direito de definir a própria vida).
Ao aceitar a "Causa" da autonomia, a morte do embrião deixa de ser o "Efeito" de um pecado (como no dogma absoluto) e passa a ser o "Mecanismo" necessário para alcançar o "Efeito" da realização de sua soberania existencial.
Isso equipara a mulher ao Deus vivo. Para a Mulher, a escolha é Ser Soberana e aceitar o julgamento imposto pela sociedade que nega a sua Causa Existencial.
#Causa, #Ascensão, #Rejeição, #Punição
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