Exu caveira: hidrógrafos antigos
Mais uma vez desempregado, está ficando cada vez mais
difícil manter o nome limpo sem dívidas.
No fim foi melhor do que nos últimos 9 anos.
Mas se tratando de condições financeiras voltamos ao status
inicial, ou seja, com saldo negativo.
Mas não vamos desanimar, continuamos buscando trabalho e
desta vez, vou aproveitar o amor e não ficar preso às dívidas passadas.
Essa experiência acumulada durante o tempo, 10 anos fora do
mercado de trabalho, lidando com projetos próprios, biscates, estudos e
cuidando da vida moldou quem sou hoje.
O desafio de traduzir essa bagagem para o mercado de uma
forma que agregue valor, mostrando a maturidade e a dedicação, certamente é
algo que não tive a oportunidade de fazer em outros trabalhos.
Então pude colocar em prática todo meu conhecimento de
gestão, pouco foi divulgado, para gerar expectativas e certamente teria
alcançado todas elas com mais tempo.
A honestidade é o pilar da conduta profissional.
Bom, nesse momento livre posso estabelecer novas alianças
com Deus.
Realizar novas façanhas e conquistar glória.
Sim, minhas emoções foram controladas, não fiquei triste por
ser demitido ou por estar sozinho no amor. Minha vingança é algo poderoso e
destrutivo demais, começa em coisas sutis e pode escalar para algo pior.
Vamos analisar o que aprendi nesse tempo de trabalho na
questão da religiosidade.
No ambiente de trabalho as pessoas eram ligadas a religiões
de matriz africana, curiosamente revelaram meu lado do Exu caveira.
Na teoria ele é bem semelhante ao jeito que lido com a vida
e a morte.
Não que eu seja um santo, Exu.
Exu Caveira é uma importante entidade espiritual
cultuada em religiões de matriz afro-brasileira, como a Umbanda e
a Quimbanda. Ele faz parte da linha dos Exus, que atuam como
guardiões e intermediários entre o plano espiritual e o material.
Aqui estão os principais pontos sobre quem ele é e o seu
significado dentro dessas filosofias:
O Guardião dos Cemitérios: Na tradição, ele é
frequentemente associado aos campos sagrados (cemitérios, chamados de calungas).
Por causa disso, sua imagem é ligada à transitoriedade da vida, ao fim de
ciclos e ao mistério entre o plano físico e o espiritual.
Simbolismo da Caveira: Diferente de visões
superficiais ou macabras que a cultura popular costuma reproduzir, a caveira,
para essas religiões, representa a igualdade essencial entre
todos os seres humanos (já que, por baixo da pele, somos todos iguais) e o
desapego das ilusões materiais, do ego e das aparências.
Justiça e Lei Cármica: As entidades dessa linha
são vistas como executoras de uma justiça rigorosa e direta. Na visão dos
terreiros, eles trabalham cortando energias negativas, quebrando demandas,
desfazendo ilusões e lidando diretamente com as "sombras" ou verdades
que as pessoas muitas vezes tentam esconder.
Transformação e Resiliência: Arquétipos como o
de Exu Caveira costumam ser associados a personalidades firmes, realistas, que
não se abalam facilmente com perdas, crises ou com o "peso" das
dificuldades, encarando os momentos de grande transformação (ou de "recomeço
do zero") com sobriedade e força de vontade.
Calunga Pequena: É o termo tradicionalmente
usado para se referir ao cemitério. Na cosmologia dessas religiões,
o cemitério não é visto apenas como um lugar de fim, mas como um portal de
transição, um espaço sagrado onde os ciclos se encerram e onde atuam entidades
ligadas à terra e aos espíritos protetores, como os Exus e Pombagiras das almas
e das caveiras.
Calunga Grande: É o termo usado para se referir
ao mar ou ao oceano. Para essas tradições, o mar também é um
grande mistério, um portal de passagem e a morada de divindades ligadas às
profundezas e à imensidão, como Iemanjá.
Portanto, quando se fala na calunga no
contexto de entidades como o Exu Caveira, o termo está se referindo à calunga
pequena (o cemitério), como o campo de atuação onde essas energias trabalham
com os mistérios da vida, da morte e do desapego das ilusões materiais.
No Candomblé, a figura de Exu é
cultuada de uma maneira diferente da Umbanda. Enquanto na Umbanda Exu costuma
se manifestar como uma "entidade" (espírito de luz em evolução,
muitas vezes associado a falanges como o Exu Caveira), no Candomblé Exu
é um Orixá, uma divindade primordial, o dono do movimento, da
comunicação e dos caminhos.
Portanto, o arquétipo de Exu no Candomblé engloba
características fundamentais da filosofia iorubá e das nações de culto (como
Ketu, Jeje e Angola):
O Princípio do Movimento e da Dinâmica: Exu não
é estático. Ele representa a energia que faz as coisas acontecerem, a força que
propicia a transformação, a troca e o fluxo da vida. Sem ele, nada se move e
nenhuma oferenda chega aos outros Orixás.
A Ambivalência e a Imparcialidade: O arquétipo
de Exu no Candomblé traz fortemente a ideia de que ele não é nem totalmente
"bom" nem totalmente "mau" — ele é a própria justiça e a
regra da reciprocidade. Ele é aquele que lida com a consequência dos atos
humanos: se há o desvio, ele traz a cobrança; se há o respeito à ordem e ao
sagrado, ele abre os caminhos.
O Guardião da Ordem: Embora muitas vezes visto
de forma equivocada pela cultura externa como o causador do caos, no Candomblé
raiz ele é o grande fiscal da ordem e do equilíbrio. É ele quem
garante que os rituais sejam cumpridos corretamente e que as regras do espaço
sagrado sejam respeitadas.
A Astúcia e a Inteligência Ágil: O arquétipo
carrega a figura do trickster (o ser astuto, questionador, que
rompe com as convenções rígidas, desmonta falsas aparências e obriga a pessoa a
enxergar a realidade tal como ela é, sem ilusões).
Egito antigo
Estudiosos e religiosos costumam apontar semelhanças
funcionais entre divindades egípcias e orixás/entidades:
Exu e Osíris/Anúbis/Thoth: Enquanto Exu é o
senhor dos caminhos, da comunicação e da ordem, e entidades ligadas às almas
(como Exu Caveira) guardam os portais de transição (a Calunga /
cemitério), no Egito Antigo encontramos figuras como Anúbis (o
guardião dos caminhos e dos mistérios da transição entre o mundo físico e o
espiritual) e Thoth (o senhor da sabedoria, da magia e da
palavra que abre os caminhos do conhecimento).
Oxalá e Khnum: O Orixá Oxalá é
cultuado como a divindade associada à criação da humanidade, frequentemente
ligado ao barro e à cabeça dos homens. No panteão egípcio, o deus Khnum era
justamente representado como o deus oleiro que modelava os seres humanos e o ka
(o espírito) em sua roda de oleiro.
Eu tinha esquecido, mas tenho um projeto de reinterpretação
de hidrógrafos, sem a lógica grega, a fim de chegar ao conceito do império
egípcio.
Anúbis sempre está selando uma tumba, e ver esse chacal,
determina algo interessante na energia do projeto.
Uma vez que fora definido que o cemitério era como os
sumérios, e que canais de água circulavam toda a região, e que determinados
pontos de escavação foram escolhidos por serem locais apropriados.
Posso concluir que taludes fazem parte de uma antiga tumba.
O Calcário e a Cal (A Química do Endurecimento)
O calcário era a rocha-mãe de grande parte das construções
egípcias, mas a sua forma processada (a cal) era o verdadeiro
agente tecnológico da época:
Estabilização de Solos e Taludes: No Egito
Antigo e em civilizações ancestrais da Ásia e do Oriente Médio, massas de terra
argilosa ou margens sujeitas à erosão eram misturadas com cal. Ao entrar em
contato com a argila e a umidade, a cal provoca uma reação química de troca de
íons que "frita" e aglutina as partículas do solo. Isso transforma a
terra solta em um material rígido, quase como um cimento primitivo (o conceito
de solo-cal).
Argamassas de Selamento: Nas grandes obras, como
as pirâmides e as estruturas de contenção, a cal era usada em argamassas
especiais para calafetar e impermeabilizar juntas de blocos e taludes de pedra,
impedindo que a água da chuva infiltra se e destruísse a estrutura por dentro.
Nas Necrópoles Escavadas na Rocha: Os terraços
sobrepostos que vemos em locais como Tebas ou Assuão são taludes artificiais
criados para conter o terreno solto (misturando terra, argila e cal, etc...) e
criar plataformas seguras onde os sacerdotes e familiares podiam transitar.
Resiliência (Recomeço)
Exu Caveira (Arquétipo)
Egito Antigo (Mitologia)
Hidrógrafos (Taludes / Engenharia)
Chaves do tempo: Exu Caveira, Resiliência, Egito Antigo e Hidrógrafos.

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