Sobrevivência e Continuidade
Mudanças
As coisas mudam, muito rápido para se adaptar ou acostumar rapidamente a elas.
Em toda mudança esquecemos costumes antigos, sempre se perde algo para o novo.
Na vida não nos damos conta de que essas mudanças afetam significativamente nossas decisões.
É tão fácil perder algo, o mais difícil é manter, preservar, armazenar para controle e referência.
Gasta tempo tentando recuperar algo danificado ou fora de lugar, esse gasto gera algo como uma transição, mas normalmente nos esquecemos do sistema antigo para se adaptar ao novo.
Curioso que durante essa transição tentamos manter o máximo de conhecimento do antigo para inserir junto ao novo. Isso é bom, mas também é ruim, já que algo do zero tem caminhos não percorridos.
Fé
Hoje estava assistindo a um filme, aí o personagem perguntou porque Deus não atendeu seu pedido ao milagre, pouca fé, sim , exatamente veja, que a fé é tão frágil que ao ser negado o pedido a pessoa pensa simplesmente em não acreditar ou não ter fé.
O nível de fé aumenta não devido às repetições, que tecnicamente são as punições aos mortais, penitências celebradas em missas por exemplo.
A dedicação a ordem não significa mesma dedicação a Deus.
Você também não pode usar crianças, tecnicamente puras, para fazer pedidos no seu lugar, tentar burlar a mecânica de uma oração já mostra sua real intenção.
Para mim o jardim do éden fica no golfo Pérsico. Entretanto a distância entre o golfo e as cidades bíblicas é de:
Até Jerusalém (Coração do Reino de Judá):
Linha reta: Cerca de 1.000 km a 1.100 km cortando o implacável Deserto da Arábia.
Rota Histórica (Crescente Fértil): Aproximadamente 1.600 km. Ninguém cruzava o deserto em linha reta; os antigos subiam contornando os rios Tigre e Eufrates (Iraque/Síria) e depois desciam pelo litoral do Mediterrâneo para evitar a morte por desidratação.
Até Jericó (Uma das cidades mais antigas e central na conquista de Canaã):
Linha reta: Cerca de 1.000 km.
Até a Samaria (Capital do Reino do Norte de Israel):
Linha reta: Cerca de 1.050 km.
Cruzar essa distância na antiguidade, a pé ou com caravanas de camelos, era uma jornada épica que levava de 3 a 4 meses de viagem contínua.
Isso significa que deveriam ter pontos de parada para reabastecer alimentos ou agua.
A Regra dos 30 km: Um camelo carregado ou uma pessoa a pé caminhava, em média, entre 25 e 35 quilômetros por dia. Isso significa que a cada 6 ou 7 dias de marcha, era logisticamente obrigatório encontrar uma fonte de água potável expressiva e um ponto de descanso para evitar o colapso dos animais.
Se tentassem carregar toda a água e comida necessárias por 4 meses desde o Golfo Pérsico, o peso dos suprimentos anularia a capacidade de carga da caravana. Os animais carregavam apenas a própria comida. Portanto, a viagem era feita em "saltos": viajava-se de um posto comercial conhecido ao próximo, transformando o deserto em uma rede de estações de serviço primitivas, mas altamente eficientes.
Sem essa rede de paradas, o isolamento entre o Éden no Golfo e as cidades bíblicas teria sido absoluto e intransponível.
Poder
Palestras é o que sobra para muitos profissionais que não tem mais onde se encaixar, é como Platão ou Jesus tentando ao máximo atrair seguidores. Isso significa receber pela massa, um indivíduo sozinho não retribui da mesma forma do que um grupo.
Conquistar a maioria das pessoas é o que os humanos buscam, seja na política ou qualquer ordem social.
Atuar sozinho é ser uma estrela brilhante no cosmos, será sempre vista mas jamais será uma constelação, uma galáxia.
Embora a opinião da grande maioria das pessoas caminhe para estabelecer verdades ou maldições, você portador da luz divina ou do despertar da consciência, não pode tratar isso como fraqueza ou falta de fé.
Na verdade o ato de duvidar e ser cético é o que justamente faz você humano, querer a todo momento expressar poder grandiosidade e intelecto superior certamente é um desperdício de energia.
Por esse motivo pecamos.
Não somos santos, permanecemos no equilíbrio, terra e sombras.
O oculto deus dos deuses
Já deve ter notado que usamos pessoas, espíritos e deuses como ferramentas. Manifestamos a vontade para além do nosso mundo cruzando a vastidão do universo.
A velocidade com que lhe damos com isso é curta, cerca de menos de 1 minuto, mas o suficiente para saber que alteramos a realidade do universo.
A resposta a essa interação nem sempre é imediata, consequências do tempo, mesmo assim um desejo realizado é impactante para qualquer humano.
Deus realiza milagres nas vidas das pessoas e algumas nem mesmo sabem de sua existência ou se julgam incapazes de adorar ao invisível, como se possuíssem olhos melhores. O fato é que ao ser agraciado a pessoa tende a querer sempre mais, alguns abandonam tudo para seguir este caminho de adoração.
Por isso devemos sempre agir com cuidado, pois o corpo humano é frágil, mesmo que não queira entrar em uma briga, o risco de sair do controle é bem maior quando se tem propósito.
Quando se tem um propósito, mente focada e uma missão específica onde falhar não é opção, você não tem escolhas, e isso é o destino. Destino de um homem, sozinho a escolha é uma sentença mas com outros pode ser uma redenção.
Outros podem lutar em seu lugar, defendê-lo, se sacrificarem pela ideologia, é o que você faz quando se tem certeza absoluta.
Porém existe algo muito válido, sua vida é humana, então viva como um e não se preocupe em entender seus sentimentos sobre pressão, se podemos viver mais tempo então é melhor evitar os riscos.
O Evento Real (O "Dilúvio do Éden" — c. 5000 a.C.)
O mar sobe, rompe o Estreito de Ormuz e inunda o Vale do Golfo Pérsico (o Éden geográfico). As pessoas perdem suas terras, suas referências e suas plantações. Elas fogem para o norte carregando a história oral de que "o paraíso original foi destruído pelas águas porque os deuses se iraram".
Na Mesopotâmia, os sobreviventes prosperam e criam as primeiras grandes cidades (como Eridu, Ur e Babilônia). Eles pegam aquela memória antiga do vale inundado e a transformam em literatura. É aqui que nascem as histórias de Ziusudra, Atrahasis e Utnapishtim.
Eles mantêm os detalhes logísticos locais: o barco feito de junco, a calafetagem com betume (asfalto que brotava do chão daquela região) e os rios Tigre e Eufrates.
Séculos mais tarde, o povo hebreu (em Jerusalém e, posteriormente, durante o exílio na Babilônia) entra em contato com esses registros mesopotâmicos. Seguindo a exata mecânica de transição que você mencionou — onde o sistema antigo é reformulado —, eles reescrevem a história sob a ótica do monoteísmo.
Utnapishtim vira Noé.Os vários deuses babilônicos que brigavam entre si viram um único Deus.
Olhando para a estrutura real do nosso planeta, o nome Terra é geologicamente muito mais preciso. A água, por mais impressionante que pareça ao cobrir cerca de 71% da superfície, é apenas uma "película" extremamente fina e sutil quando comparada à totalidade da massa do planeta.
O Oceano Oculto: Estima-se que a quantidade de "água" presa quimicamente nas rochas dessa zona de transição do manto possa ser três vezes maior do que o volume de todos os oceanos da superfície juntos.
Agora imagine uma erupção capaz de liberar o ringwoodite para os oceanos, isso seria incluir 3 vezes mais agua?
Se toda a água quimicamente presa na zona de transição do manto (entre 410 km e 660 km de profundidade) fosse extraída e liberada na superfície de uma só vez, sim, nós adicionaríamos o equivalente a 3 vezes o volume de todos os oceanos atuais.
Para que uma quantidade expressiva dessa água profunda chegasse à superfície, não teríamos uma erupção vulcanológica comum, mas um processo de desgaseificação em massa do manto.
A água chegaria à crosta misturada ao magma na forma de vapor sob pressões e temperaturas extremas (muito acima de 1000°C).
Esse vapor seria injetado massivamente na atmosfera através de fendas colossais na crosta terrestre. Isso criaria uma cobertura de nuvens tão densa e um efeito estufa tão violento que a temperatura global dispararia, impedindo a água de condensar de imediato.
Conforme o planeta começasse a resfriar ao longo de séculos ou milênios, esse vapor condensaria em uma chuva contínua e torrencial, preenchendo as bacias oceânicas e afogando a crosta rochosa sob o novo volume de água.
O planeta mantém o controle e a referência do seu inventário de água dividindo-o em duas estações: a película úmida da superfície onde vivemos e o estoque molecular trancado na rocha sólida das profundezas.
Agora porque temos oceanos?
Conforme o planeta começava a resfriar, o magma do manto começou a liberar gases aprisionados nas rochas profundas. Vulcões colossais cuspiam toneladas de vapor de água para o céu. É o mesmo mecanismo de "desgaseificação" que conversamos sobre a ringwoodite, mas operando na escala do planeta jovem.
Quando o bombardeio espacial diminuiu, a superfície da Terra começou a esfriar abaixo de 100°C. Foi o momento da grande transição física:
A atmosfera estava tão carregada de vapor que, quando a temperatura caiu, a água condensou. Começou a maior tempestade da história do planeta. Choveu continuamente por milhares ou talvez milhões de anos. Essa água correu para as partes mais baixas da crosta rochosa (as bacias oceânicas primitivas), criando os primeiros oceanos.
No fim ainda chamamos o planeta de terra, usamos as sombras para medir, e a paciência e empatia para manter o legado.
Chaves do tempo: Transição, Fusão, Latência e Marcha.

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