O massacre dos mosquitos

O massacre dos mosquitos

Existe um problema real aqui, que podemos comparar diretamente nos conflitos e guerras da nossa era.

O massacre dos mosquitos, significa exatamente isso, uma pessoa com uma raquete elétrica eliminando vários mosquitos.

Até aqui, nada demais, o instinto humano associa isso a recompensa, liberando dopamina pela solução do conflito, gerando alegria e felicidade, até em mim que buscava ouvir o som da agonia e morte no sofrimento dos mosquitos.

Entretanto, ao pensar sobre isso, a consciência, moral e ética revelaram que isso não é certo.

Achar essa alegria ou conforto é admitir que os fins sempre justificam os meios e que a destruição pode ser tratada com leveza.

Logicamente o instinto de justiça desperta destruição com destruição ou como dizem, olho por olho e dente por dente, para resolver os conflitos.

Quando olhamos para o cenário atual, vemos massacres, o inimigo sempre está perdendo de forma vergonhosa e cruel.

Ao equiparar os inimigos aos mosquitos, ou resgatar a empatia em um campo de guerra, percebemos o quanto isso é prejudicial para o ser humano.

Em ambos os caminhos tudo se resume a percepção de segurança, estamos realmente seguros com o inimigo na nossa porta?

É como viver em uma linda casa no meio de uma floresta habitada por ursos. Você não vai querer exterminar todos os ursos que estão lá, apenas vai se adaptar a essa realidade.

Da mesma maneira com as guerras a segurança vem em estar armado com munição, preparado para disparar em uma ameaça. Entretanto não existe um código que evite tiroteios em massa ou algo como leis de trânsito, na prática apenas não entre em um tiroteio ou disparar sua arma se o assunto não é com você, isso diminui mas não pune o atirador que simplesmente decida gastar sua munição com um alvo qualquer gerando caos.

Armas são caras, e pela lei, você sempre entra desarmado e vulnerável em um ambiente de tensão. Isso pode evitar que você se defenda ou inicie uma briga, mas estará sempre à mercê de quem opera no estabelecimento.

O risco é alto, segurança envolve sacrifícios, alguém sempre será o escudo para as balas.

Dominar a população deixando todos desarmados e vulneráveis enquanto policiais e criminosos estão com seus arsenais é o mesmo que dar a raquete elétrica, onde os mosquitos são o povo.

Algo novo surge, a liberação de armas para profissionais responsáveis, onde certas profissões teriam direito ao porte de arma, ainda assim caímos na lógica do tiroteio, pois não existe conduta moral, a arma não é uma katana ou um revólver do velho oeste, não existem regras para o disparo.

Podem até existir medidas depois do ocorrido, nomeação de terroristas, inimigos do povo, e caímos na mesma lógica do massacre. A justiça tenta minimizar os danos, mas a falta de educação fala mais alto com números assustadores semelhantes às mortes no trânsito.

Aqui, você perceberá que a escrita e a palavra são armas, tão poderosas e mortais como qualquer ogiva nuclear, pois ela atinge onde nenhuma outra arma atinge de forma sutil, a consciência.

É na consciência que devemos depositar nossa fé, destruir o inimigo? porque?

Se o inimigo vivo mantém a qualidade da segurança.

Porque eu pensaria em segurança quando o inimigo é fraco exatamente como um mosquito?

Medo e ameaça

É como decidir quem deu o primeiro tiro, o herói não atira primeiro, fazer isso demonstra medo e insegurança, existe até uma regra dos militares que não se deve atirar a menos que alguém atire em você, isso por si só já reflete quem é o herói na sala.

Prever o que o outro é capaz de fazer não significa que o outro vai fazer o que você previu, mesmo que coloque toda sua energia tentando dominá-lo ou controlá-lo para fazer. No final uma mente forte e consciente resistirá a qualquer ato que julgue imoral, precipitado ou covarde.

O medo pode dominar as massas, o povo pode ser controlado, com tecnologia de ponta você mostra que está sempre um passo à frente, que tem uma resposta para cada situação, com cálculos de variáveis previamente analisadas e organizadas.

Isso minimiza qualquer surpresa, é como uma constituição com leis e operações para agir em caso de crime. Mas tratar toda a população como criminosos, onde são obrigados a serem submissos por uma lógica de não liberdade, é nutrir rancor.

Esse rancor trará o caos culminando em rebeldia, uma moda entre os jovens que decidiram que iguais devem dominar, criando no fim a polaridade das nações.

Dai você escolhe um lado, aquele que pareça melhor, o que se tem mais afinidade, Esquerda ou direita?Democratas ou republicanos? Capitalista ou comunista?

Generalizando, claro, existe sempre o caminho do meio, onde o equilíbrio é o correto.

Diplomacia significa muito nos tempos modernos, mas dialogar com a natureza exige sentir felicidade em um massacre de mosquitos e posteriormente tristeza por se sentir assim. É saber seu espaço, o urso tem seu território assim como os mosquitos que saiam para se alimentar à noite.

O tempo é o que separa a glória da consciência humana, no momento certo podemos evitar um massacre. Com palavras ou atitudes e interferir no destino do inimigo.

Como isso é possível?

A vida é feita de momentos, cada momento brilha de um jeito para cada pessoa, basta você perceber, analisar e buscar respostas. Veja o propósito disso tudo, o que eu diria ao ver um massacre de mosquitos?

Eu não disse nada apenas sorri, mais comparei com um jogo, onde a vitória também seria gratificante, mas no final percebi algo, o sadismo e o sofrimento nesse cenário, imediatamente pude visualizar a geopolítica, a religião e a sociedade em geral.

O cotidiano nos faz pensar, algumas pessoas podem usar seu tempo para mostrar a consciência ao mundo. Da mesma maneira como prever, pedir e implorar pela paz, não vai resolver conflitos é necessário intervir, usar pessoas nos locais certos para serem ouvidas.

Política

Eu já ia me esquecendo, mas devo lembrar, algo muito importante o dinheiro.

A capacidade americana de emitir dívida global ilimitada e imprimir a moeda que o mundo inteiro é obrigado a usar para negociar.

Isso significa que toda a defesa, chips e ia passam por esse montante de dólares, que é baseado no petróleo, e que se cair, sofrem com falta de demanda e não poderão criar títulos para vender, isso gera uma descida para o abismo, fazendo hiperinflação, cortes de gastos e tudo mais.

Ou seja, a troca de moeda para transações comerciais pode derrubar um império, nem mesmo a atração com taxas de impostos para novos investidores salvará o país da decadência, isso é um fato.

Porém o mundo é uma engrenagem, grandes avanços surgiram através dessa capacidade, que governos anteriores não tiveram. Esse privilégio acelera e evolui a humanidade.

Uma nova moeda é uma ameaça a este privilégio, porém fazer isso é apenas uma troca de responsabilidades pela hegemonia do mundo

Chaves do tempo: Consciência, noite, moral  e medo.

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